Bater a cabeça pode causar hemorragias detectadas meses depois, diz Kalil
Bater a cabeça por acidente, durante uma queda ou ao se levantar, pode trazer riscos à saúde neurológica mesmo meses após o ocorrido. É o que alertam o Dr. Roberto Kalil e seus convidados no “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” deste sábado (31).
No programa, o especialista recebe Ronaldo Rosa, cardiologista e diretor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, e Cristine Cukiert, neurologista da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, para falar sobre os alertas do cérebro.
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De acordo com Cristine, pancadas na cabeça podem causar hematomas, principalmente em idosos, e aumentar o risco de AVC (acidente vascular cerebral) hemorrágico. O problema é que os sintomas relacionados à condição podem surgir semanas ou meses após a batida.
“À medida que o hematoma vai aumentando, a pessoa começa a ter os sintomas”, afirma a neurologista. Nesses casos, é preciso procurar o pronto-atendimento para realizar exames de imagem.
O AVC hemorrágico corresponde a apenas 20% dos casos, enquanto o tipo isquêmico é mais frequente, correspondendo a 80% dos casos.
“O AVC isquêmico é a obstrução de uma artéria a nível do cérebro”, explica Cristine, comparando o quadro ao que ocorre no infarto, quando a obstrução acontece no coração. Já o hemorrágico ocorre quando um vaso se rompe dentro ou ao redor do cérebro, causando sangramento que aumenta a pressão intracraniana.
Os sinais de alerta do AVC ocorrem de forma súbita, conforme alertam os especialistas. Os sintomas podem variar de diminuição da força em um lado do corpo e alteração na fala, até quadros de confusão mental.
Além disso, os especialistas alertam para os fatores de risco para o AVC e outras doenças neurológicas, como pressão alta, colesterol e tabagismo. Isso acontece por conta da relação entre saúde cardiovascular e saúde cerebral.
Ronaldo ressalta que o coração, por bombear sangue para todos os órgãos, pode levar problemas ao cérebro: um coágulo formado dentro dele, por exemplo, “pode cair na corrente sanguínea e parar em qualquer território, inclusive o cerebral, que é o mais trágico de todos”, segundo o especialista.
“CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” será exibido neste sábado, às 19h30, na CNN Brasil.
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