Turandot volta ao Theatro Municipal do Rio após 24 anos e celebra centenário
Cem anos depois de sua estreia mundial, em 1926, a ópera Turandot, de Giacomo Puccini (1858–1924), volta ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em novembro. A montagem reúne solistas latino-americanos, o Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, além da participação especial do Coro Infantil da UFRJ.
A estreia está marcada para 13 de novembro. As apresentações seguem nos dias 14, 17, 18, 20 e 21, sempre às 19h, com exceção do dia 17, quando a récita será às 14h, em uma sessão do Projeto Escola Arte Educação Petrobras.
Com patrocínio oficial da Petrobras, a produção tem direção cênica de André Heller-Lopes, que também assinou a montagem apresentada no Theatro Municipal de São Paulo em 2018. A direção musical e a regência ficam a cargo do maestro argentino Carlos Vieu.
No elenco, Eiko Senda e Tatiana Carlos se alternam no papel da princesa Turandot. Andrés Presno e Enrique Bravo interpretam Calaf, enquanto Ludmilla Bauerfeldt e Ligia Ishitani dividem o papel de Liù. A cenografia é assinada por Renato Theobaldo e os figurinos, por Sofia Di Nunzio.
Ópera de Puccini chega ao centenário
Turandot foi a última ópera composta por Giacomo Puccini. O compositor morreu em 1924, antes de concluir a obra, que teve sua parte final elaborada por Franco Alfano.
Na estreia mundial, em 25 de abril de 1926, no Teatro alla Scala, em Milão, o maestro Arturo Toscanini interrompeu a apresentação durante a cena da morte de Liù, exatamente no trecho em que terminava a música escrita por Puccini. Nas apresentações seguintes, a ópera passou a ser encenada com o final completado por Alfano.
Para Clara Paulino, presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, a montagem representa mais uma oportunidade de aproximar o público do repertório operístico.
“Com o patrocínio oficial da Petrobras, o Theatro Municipal abre suas portas para mais uma ópera. Desta vez, Turandot, de Giacomo Puccini, abrilhanta o palco principal da instituição. Esperamos a todos para, mais uma vez, estarem conosco compartilhando este título tão importante. Afinal, não se pode perder o Coro e a OSTM, com participação especial do Coro Infantil da UFRJ, sob regência do maestro Carlos Vieu!”
O diretor artístico da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Eric Herrero, destaca o simbolismo da apresentação no ano do centenário e a parceria com o Theatro Municipal de São Paulo.
“Programar Turandot no Theatro Municipal do Rio de Janeiro no centenário de sua estreia é celebrar a força de uma obra-prima que atravessa gerações. Essa realização ganha ainda mais relevância por meio da parceria com o Theatro Municipal de São Paulo, fortalecendo o intercâmbio entre duas das mais importantes instituições líricas do país. É uma iniciativa que reafirma nosso compromisso com a excelência artística, a valorização do grande repertório operístico e a ampliação do acesso do público a experiências culturais de excelência, pois já são 24 anos de ausência da obra no maior palco lírico do país".
Carlos Vieu reúne experiência em grandes teatros de ópera
O maestro argentino Carlos Vieu é reconhecido por sua atuação no repertório operístico e nas grandes obras sinfônico-corais. Atualmente, é regente titular da Orquestra Estável do Teatro Argentino de La Plata e maestro convidado permanente da Orquestra Sinfônica Nacional Argentina, cargo que ocupa desde 2012. Também foi regente principal da Orquestra Estável do Teatro Colón, em Buenos Aires, e diretor musical do Teatro Argentino de La Plata entre 2013 e 2016.
Desde 2014, atua como maestro convidado da Silicon Valley Symphony, nos Estados Unidos. Com estreia na regência de ópera em 1992, Vieu também construiu carreira acadêmica e leciona no Instituto Superior de Artes do Teatro Colón, na Universidade Nacional de Arte e na Universidade Católica Argentina.
Montagem mistura referências da ópera e da cultura chinesa
André Heller-Lopes retorna ao Rio com uma montagem que tem significado especial em sua trajetória profissional. O diretor lembra que sua estreia na ópera aconteceu como cantor solista, justamente em uma apresentação de Turandot, na Praça da Apoteose.
“Remontar Turandot no Rio é um sonho especial, pois foi minha estreia profissional no mundo da ópera, como cantor solista, na Praça da Apoteose. Hoje, como diretor, posso compartilhar ainda mais minha paixão por essa arte. A montagem, que estreou com sucesso em São Paulo, parte do número três, recorrente na obra, para contar três histórias dentro de uma. Evitei o melodrama e apostei no encontro entre a ópera chinesa, a commedia dell’arte e a ópera romântica, conduzindo personagens estilizados às paixões e aos traumas humanos. Turandot não é uma princesa de gelo, mas uma mulher que se protege por trás de uma história do passado. Em um mundo de homens, ela assume as rédeas do próprio destino e escolhe livremente alguém capaz de enxergar além da personagem que construiu para si”, ressalta.
Conheça a história de Turandot
Ambientada em uma China lendária, a trama acompanha a princesa Turandot, que submete seus pretendentes a três enigmas. Quem não consegue decifrá-los é condenado à morte.
Apaixonado pela princesa, o príncipe Calaf aceita o desafio e responde corretamente às perguntas. Mesmo assim, Turandot se recusa a se casar com ele. O príncipe, então, propõe uma nova condição: se ela descobrir seu nome antes do amanhecer, poderá condená-lo à morte.
Enquanto a princesa mobiliza o reino para descobrir a identidade do pretendente, Liù, uma jovem escrava apaixonada por Calaf, enfrenta uma decisão extrema. Entre amor, poder e vingança, a história caminha para um desfecho trágico.
Elenco e datas:
Turandot: Eiko Senda (13, 18, 20 e 21) / Tatiana Carlos (14 e 17)
Calaf: Andrés Presno (13, 18 e 21) / Enrique Bravo (14, 17 e 20)
Liù: Ludmilla Bauerfeldt (13, 18 e 21) / Ligia Ishitani (14, 17 e 20)
Timur: Savio Sperandio (13, 18 e 21) / Murilo Neves (14, 17 e 20)
Altoum: Celso Mariano (13, 18 e 21) / Gabriel Senra (14, 17 e 20)
Ping: Vinicius Atique (13, 20 e 21) / Homero Velho (14, 17 e 18)
Pang: Geilson Santos (13, 20 e 21) / Jessé Bueno (14, 17 e 18)
Pong: Guilherme Moreira (13, 20 e 21) / João Campelo (14, 17 e 18)
Mandarino: Fernando Lorenzo (13, 14, 17, 18, 20 e 21)
1ª ancella - Cintia Fortunato
2ª ancella - Kamille Távora
Príncipe da Pérsia - Gabriel Senra
Ficha Técnica:
Libreto: Giuseppe Adami e Renato Simoni
Cenografia: Renato Theobaldo
Figurinos: Sofia Di Nunzio
Iluminação: Fabio Retti
Design Gráfico: Carla Marins
Participação especial: Coro Infantil da UFRJ
Direção de Remontagem: Ana Vanessa
Direção de Movimento: Márcia Jaqueline e Rodolfo Saraiva
Concepção e Direção Cênica: André Heller-Lopes
Direção Musical e Regência: Carlos Vieu
Direção Artística da Temporada 2026: Eric Herrero
Presidente da Fundação Teatro Municipal: Clara Paulino
Serviço:
Turandot, Giacomo Puccini (1858-1924)
Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal RJ
Participação especial: Coro Infantil da UFRJ
Dias: 13/11 (Estreia), 14, 18, 20, 21/11, às 19h, e 17/11, às 14h (Projeto Escola Arte Educação Petrobras)
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, s/n° - Centro
Classificação: 12 anos
Duração: 2h15 - mais dois intervalos de 15 minutos
Ingressos: Frisas e Camarotes - R$90 (ingresso individual)
Plateia e Balcão Nobre - R$80
Balcão Superior e Lateral - R$50
Galeria Central e Lateral - R$20
Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro. A venda do terceiro lote será no dia 3 de novembro, terça-feira.
Acessibilidade
Palestras Gratuitas antes dos espetáculos
Patrocinador Oficial Petrobras
Apoio: Teatro Municipal de São Paulo, UFRJ, Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Nova Paradiso e Fever
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Lei de Incentivo à Cultura
Realização: Ministério da Cultura e Governo do Brasil
Formada em cinema e jornalismo. Também trabalha como assessora de imprensa, locutora e repórter de TV.
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