SEMAGLUTIDA Ministro de Lula quer que canetas emagrecedoras sejam direito no SUS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou nesta sexta-feira (30/10) a intenção do governo federal de incorporar as chamadas “canetas emagrecedoras” ao Sistema Único de Saúde (SUS). O pedido está em análise pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Padilha espera que o órgão apresente uma sinalização ainda em 2026. O processo prevê, na sequência, a abertura de consulta pública.
Padilha falou sobre o assunto em Belo Horizonte, onde participou do anúncio de uma nova unidade do Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais, que ampliará a oferta de atendimentos pelo SUS. Segundo o ministro, a semaglutida é o principal foco da proposta.No passado, o ministro já havia estimado que a medida custe cerca de R$ 1,5 bilhões por ano.
A patente do princípio ativo expirou em março de 2026, o que abriu caminho para a ampliação da concorrência e da produção de medicamentos no país. O governo federal busca aproveitar esse cenário para viabilizar a oferta do tratamento na rede pública.
Padilha destacou três frentes de atuação do governo federal para ampliar o acesso aos medicamentos. A primeira foi estimular empresas nacionais e internacionais a registrar produtos à base de semaglutida. “O Brasil é o país com maior diversidade de medicamentos genéricos e similares registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, afirmou o ministro.
A segunda medida foi barrar, no Congresso Nacional, uma proposta que poderia prorrogar o período de exclusividade da empresa responsável pela patente do medicamento.
A terceira frente é a possível incorporação dos medicamentos ao SUS. Segundo Padilha, o governo trabalha na elaboração de um protocolo para identificar os grupos de pacientes que poderão se beneficiar do tratamento.
“Iniciamos um protocolo específico para identificar quais grupos têm indicação de usar essa medicação. A gente quer trazer para o SUS, para os pacientes com indicação médica, com benefício para todo o sistema de saúde, que seja um direito incorporado ao SUS”, disse.
O ministro citou como exemplo pessoas que estão se preparando para uma cirurgia bariátrica. Ele também defendeu que o uso dos medicamentos seja associado a programas de incentivo à prática de atividades físicas e à alimentação saudável. “Com esse protocolo, queremos fechar o uso no SUS. A gente quer que seja um direito incorporado ao SUS”, afirmou.
Segundo Padilha, os preços dos medicamentos à base de semaglutida caíram até 70% desde a ampliação da concorrência no mercado brasileiro. Até então, a produção do princípio ativo era associada à farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk. “Hoje é possível comprá-lo por menos de R$ 400”, afirmou o ministro.
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