Cinco estados do Brasil estão em nível de risco para síndrome respiratória
Cinco dos vinte e sete estados do Brasil estão em nível de alerta ou risco para SGRAV (Síndrome Respiratória Aguda Grave), frequentemente impulsionado pelo SARS-Cov-2, do coronavírus. A constatação está presente na nova edição do boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (28).
Tratam-se do Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Maranhão. Eles também apresentaram sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a Semana Epidemiológica 42, período de 18 a 24 de outubro. Diante deste padrão, acreditasse que há uma permanência do risco nas próximas semanas.
Outras duas unidades federativas, sendo elas Roraima e Santa Catarina, também apresentaram sinais de alerta, porém sem crescimento na tendência de longo prazo, como os outros territórios.
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A síndrome respiratória aguda grave é uma condição causada por uma infecção que provoca dificuldade para respirar. Frequentemente, ela está associada à presença de pneumonia, que pode piorar o quadro respiratório.
Geralmente a doença é causada pela Covid-19, gripes (influenza A e B) e complicações de diferentes infecções virais.
Aumento nos casos de Covid-19
O novo boletim constou ainda um aumento dos casos graves por Covid-19 que resultaram no SRAG. Em paralelo, houve uma queda nos casos de metapneumovírus (um tipo de vírus respiratório), e uma estabilização de rinovírus (outro tipo de resfriado).
No entanto, os casos graves por Covid-19 permanecem em níveis baixos quando comparado a pandemia.
“Mesmo com o baixo número de hospitalizações por Covid-19 é muito importante que as pessoas dos grupos prioritários verifiquem se estão em dia com a vacina contra o vírus. Lembrando que idosos e pessoas imunocomprometidas precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses”, alerta a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz.
Análise por estados
Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul o aumento é causado pelo Sars-CoV-2. O segundo estado também registrou aumento no número de casos do rinovírus.
No Maranhão e no Amapá o estudo verificou que não há dados laboratoriais suficientes para determinar o vírus responsável pelo aumento do número de casos de SRAG.

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Mortalidade
A presença dos vírus e da síndrome pode causar complicações e levar ao óbito.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 4,1% de influenza A, 5,4% de influenza B, 11,5% de vírus sincicial respiratório (VSR), 53,3% de rinovírus e 6,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Entre as mortes analisadas, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 4,8% de influenza A, 7,6% de influenza B, 8,6% de VSR, 42,9% de rinovírus e 19% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
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