Poder360 — Geral
30/10/2026 18:30

Alcolumbre marca votação da PEC da Segurança para 3ª feira

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), incluiu a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública na pauta de votação de 3ª feira (3.nov.2026). A proposta havia sido retirada da agenda do plenário em 15 de outubro, depois de um impasse entre os senadores sobre a inclusão de mudanças na maioridade penal.

A PEC é uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso em 2026. Integrantes do Executivo defendem a aprovação do texto ainda neste ano, porque na próxima legislatura o governo deve enfrentar dificuldades, já que o PL passa a ter a maior bancada da Casa.

divergências

O impasse que adiou a votação começou com a apresentação de emendas para reduzir a maioridade penal. Os senadores não chegaram a um acordo sobre o tema, que dividiu inclusive a bancada do PT.

A divergência ganhou força depois que o líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Lula, apresentou uma emenda para reduzir de 18 para 16 anos a idade de responsabilização criminal em casos de crimes hediondos. Para os demais delitos, a proposta mantém o limite de 18 anos.

A iniciativa contrariou a estratégia da senadora Teresa Leitão (PT-PE), que havia negociado com Alcolumbre a votação da PEC sem alterações relacionadas à maioridade penal. Ela defendia deixar o tema para uma discussão posterior, para evitar que a divergência comprometesse a aprovação do texto.

Na avaliação de Teresa, a emenda de Camilo também buscava confrontar a oposição, que apresentou uma proposta mais abrangente de redução da maioridade penal. O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defende reduzir a idade de 18 para 16 anos na maioria dos crimes e para 14 anos em casos específicos.

A discussão também expôs divergências na estratégia do PT para a segurança pública. Parte dos petistas resiste à aproximação com uma pauta historicamente defendida pelo bolsonarismo. Ao mesmo tempo, a campanha de Lula adotou um discurso mais duro sobre o tema, com o uso de expressões como “bandidagem” na propaganda eleitoral.

ENTENDA A PEC

A proposta redefine as atribuições e fortalece a cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios:

  • Susp na Constituição – inclui o Sistema Único de Segurança Pública no texto constitucional para integrar as ações policiais de todas as esferas de governo;
  • repasses garantidos – torna obrigatório o repasse de 50% dos recursos do FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública) e do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) aos Estados e ao DF;
  • novas atribuições da PRF – amplia a atuação da Polícia Rodoviária Federal para realizar patrulhamento ostensivo em ferrovias e hidrovias federais;
  • polícia penal e execução penal – estrutura na Constituição a execução penal e reforça o papel da Polícia Penal no controle de custódias;
  • punição a facções – estabelece regras mais severas para integrantes de milícias e organizações criminosas, vedando benefícios como progressão de regime, saída temporária, liberdade provisória e livramento condicional;
  • expropriação de bens – determina a apreensão e a perda de bens e valores decorrentes de atividades ilícitas, destinando o dinheiro arrecadado a fundos específicos de segurança.      

A proposta reorganiza a cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e municípios na área de segurança pública e estabelece medidas de combate a facções criminosas e milícias.

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado concluiu a análise do texto na 4ª feira (14.out.2026). A proposta seria submetida ao plenário, mas a falta de acordo sobre as emendas relacionadas à maioridade penal impediu a votação na data prevista.

Para ser aprovada no Senado, uma PEC precisa receber ao menos 49 votos favoráveis em cada um dos 2 turnos. Caso os senadores aprovem mudanças no texto enviado pela Câmara, a proposta terá de voltar aos deputados para nova análise.

Diferentemente de um projeto de lei, uma emenda à Constituição não depende de sanção presidencial. A promulgação, no entanto, só pode ser feita depois que Câmara e Senado aprovarem a mesma versão do texto.

📄 Contenido indexado automáticamente. No es de autoría de altabusqueda.com; los derechos pertenecen a su fuente: Poder360 — Geral.
Ver nota original ↗
🤖 Profundizá esta noticia con OIMA (IA)

¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?

Respuestas de OIMA · IA, sobre esta noticia · Abrir OIMA Chat ↗
💬 0

Comentarios

También te puede interesar

the Clean Elections Commission
Arizona Mirror
A pair of Green Party candidates dismissed allegations they fraudulently obtained millions in public campaign…
take an official stance against global sustainability efforts
Arizona Mirror
Republicans in the Arizona House of Representatives are passionate about their desire not to eat bugs. Not th…
releasing its recommendations
New Hampshire Bulletin
A group of New Hampshire disability rights advocates, families and care agency professionals want to see refo…
launched its own investigation
New Hampshire Bulletin
The Disability Rights Center-NH has launched an investigation into New Hampshire’s disability care system fol…
the Bulletin asked Lozeau
New Hampshire Bulletin
Donnalee Lozeau, director of GO-NORTH, said her philosophy in distributing the hundreds of millions of dollar…
FederalCorrespondenceWithNHElectionOfficialsAbout2026NovElectionMonitoring
New Hampshire Bulletin
%PDF-1.6
%????
 148 0 obj endobj xref
 148 113
 0000000016 00000 n
 0000003179 00000 n&#…