Gazeta de Alagoas
30/10/2026 20:30

Artigo No caminho da normalidade

Artigo

Marcos Davi Melo – médico e membro das academias de Letras, de Medicina e do IHGAL | 30/10/2026 às 20h12

Feita a escolha dos brasileiros, o presidente reeleito terá pela frente pouco mais de dois meses até a nova posse para dizer realmente a que pretende vir em seu inédito quarto mandato, sem a máscara cor-de-rosa das contingências de campanha.

No discurso da vitória, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou ter absorvido o aprendizado dessa eleição ao dizer que mudará “o jeito de governar”. Não tendo sido mero reflexo do feito memorável da virada e fruto do alívio diante do susto da sombra da derrota, a frase carrega uma boa mensagem. Auspiciosa, a nota de autocrítica ainda está para se materializar como diretriz do anunciado novo enredo.

Todavia, para quem se lembra do pesadelo vivido pelo Brasil há quatro anos, a decisão de Flávio Bolsonaro de desistir de batalhar pela anulação do pleito foi um alívio. Sinal de que a ultradireita, derrotada por uma margem de 4 milhões de votos, decidiu aquietar-se nos Estados Unidos.

Há quatro anos, vivandeiras acampavam diante dos quartéis, pedindo um golpe de Estado. Rodovias eram obstruídas por incendiários que não poupavam nem as ambulâncias. O afastamento dos militares da política foi uma das maiores realizações do Lula 3.0.

Shorts Youtube

Play

Sogra atropela genro, persegue carro e provoca atropelamento

Sogra atropela genro, persegue carro e provoca atropelamento

Play

Jovem é condenada por encomendar a morte do ex-patrão

Jovem é condenada por encomendar a morte do ex-patrão

Play

Golpe da maquineta: funcionário de loja de pescados é preso por desviar dinheiro em Maceió

Golpe da maquineta: funcionário de loja de pescados é preso por desviar dinheiro em Maceió

Play

Acidente em Igaci: motorista perde o controle de carro e derruba poste

Acidente em Igaci: motorista perde o controle de carro e derruba poste

Play

Colisão entre carro e caminhão de água deixa trânsito lento na Avenida Fernandes Lima

Colisão entre carro e caminhão de água deixa trânsito lento na Avenida Fernandes Lima

Ele conseguiu isso porque, ao contrário de seu antecessor e de alguns aventureiros, inclusive do mercado, não opera jogando na tensão. A vitória de Lula foi um poderoso sinal de que, em quatro anos, ele recolocou o Brasil no caminho da normalidade. Até Donald Trump e presidentes latino-americanos deram-se conta disso.

Noutra ponta da equação, o remédio aplicado aos envolvidos na trama golpista e no vandalismo do 8 de janeiro mostrou-se eficaz por ser dissuasório.

Lula vai abraçar uma agenda de lei e ordem e fará algum ajuste nas despesas públicas. Afinal, ele gastou para ganhar a eleição e ganhou-a. A partir de domingo, sai de campo o palanqueiro e volta a metamorfose ambulante. Quem não vai aparecer é um Lula que acredita numa lenda que agrada à Faria Lima: quem recebe Bolsa Família não quer trabalhar. A pobreza ensinou-lhe que pobre quer trabalhar e, se possível, empreender.

A oposição fez grandes bancadas na Câmara e no Senado. Em alguns casos, os parlamentares representam eleitores conservadores, como os da bancada do agro. Supor que esses senadores e deputados cheguem a Brasília pintados para a guerra é uma ilusão. A metamorfose ambulante cuidará disso, como cuidou do atual Congresso, sem maiores contratempos. A única lombada deu-se na indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, mas isso se deveu mais ao salto alto do Planalto do que a uma divergência doutrinária.

Em 2002, quando foi eleito pela primeira vez, temia-se uma onda radical. Ele colocou Antônio Palocci no Ministério da Fazenda e fez as pazes com a banca. Fernando Henrique, seu antecessor no Planalto, avisava: “Lula não é de esquerda”. (Há poucos meses, Lula repetiu isso para a diretora do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva.)

A trégua que se dá aos vencidos está deixando para depois o balanço do peso dos Bolsonaro no conjunto da oposição. Perderam duas eleições presidenciais. Lula perdeu três (1989, 1994 e 1998), mas sua liderança no PT era diferente da que Bolsonaro exerce no PL. Para começar a conversa, Lula não comanda uma dinastia.

Além disso, em 2030, a oposição terá na agulha a bala de Tarcísio de Freitas, com um currículo inédito: quatro anos como ministro da Infraestrutura e oito como governador de São Paulo. O resultado de domingo passado poderá libertar Tarcísio de Freitas do voto de silêncio presidencial e recolocar uma direita democrática no caminho da normalidade.

📄 Contenido indexado automáticamente. No es de autoría de altabusqueda.com; los derechos pertenecen a su fuente: Gazeta de Alagoas.
Ver nota original ↗
🤖 Profundizá esta noticia con OIMA (IA)

¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?

Respuestas de OIMA · IA, sobre esta noticia · Abrir OIMA Chat ↗
💬 0

Comentarios

También te puede interesar

Rural Ansiedade infantil: como reconhecer os sinais
Gazeta de Alagoas

 
 
 
 
 Rural
 
 
 
 
 
 
 
 
 Luciana Brites – dou…
SELEÇÃO BRASILEIRA Carlo Ancelotti anuncia convocados para jogos contra Japão e Singapura
Gazeta de Alagoas

 
 
 
 
 SELEÇÃO BRASILEIRA
 
 
 
 Lista tem seis atletas que atuam no B…
CRÍTICAS Trump chama eleição brasileira de ‘desgraça’ e promete falar com Lula Republicano volta a questionar o pleito e evita responder sobre a legitimidade da vitória do petista
Gazeta de Alagoas
CLÁSSICO DOS MILHÕES Flamengo goleia Vasco e abre vantagem no topo do Brasileirão
Gazeta de Alagoas

 
 
 
 
 CLÁSSICO DOS MILHÕES
 
 
 
 Pedro e Samuel Lino marcaram dois g…
TALENTO ALAGOANO Alagoana fatura bronze em olimpíada de matemática
Gazeta de Alagoas

 
 
 
 
 TALENTO ALAGOANO
 
 
 
 Estudante de 14 anos nascida Limoeiro d…
ELEIÇÕES Apuração em Israel termina com bloco de Netanyahu à frente
Gazeta de Alagoas

 
 
 
 
 ELEIÇÕES
 
 
 
 Com contagem concluída, bloco do premiê soma 53…