Britânico passa por cirurgia de 16 horas em Londres e descobre que médicos deixaram parte de seu crânio cair no chão da sala de operação
O britânico Tom Park-Paul, de 34 anos, passou por uma complexa cirurgia neurológica de 16 horas no hospital King’s College, em Londres, durante a qual a equipe médica deixou cair no chão o fragmento de seu crânio retirado para o procedimento.
O caso ocorreu após o paciente sofrer um acidente vascular cerebral provocado pelo rompimento de uma malformação arteriovenosa no cérebro enquanto treinava em uma academia. O incidente com a estrutura óssea foi comunicado ao parceiro do paciente logo após a intervenção, enquanto o homem permanecia em coma induzido.
Na ocasião do atendimento inicial no hospital St. Thomas, a equipe médica atribuiu os sintomas a uma contusão na coluna, liberando o paciente. Dias depois, uma tomografia solicitada pelo parceiro da vítima, que atuava como enfermeiro de UTI, identificou a hemorragia cerebral maciça. O diagnóstico correto impediu a administração de anticoagulantes prescritos anteriormente, medicação que poderia ter sido fatal devido ao sangramento interno.
Leia Mais
-
"Quilos Mortais": veja como está Michael, que tinha 276 kg e agorafobia
-
"Suicide by cop": entenda termo ligado a confrontos provocados de propósito
-
Homem encontra planta crescendo dentro de seu olho após acidente com galho durante viagem de verão
O procedimento e a falha operacional
A operação de alta complexidade demandou a atuação de três neurocirurgiões, além de anestesistas e enfermeiros, para a retirada de aproximadamente 100 metros de vasos sanguíneos emaranhados. O tumor vascular apresentava grau 4 de 6 no sistema de classificação de Spetzler-Martin, sendo considerado de elevado risco para intervenção cirúrgica. Diante do quadro e da idade do paciente, a equipe optou por realizar o procedimento para evitar novos sangramentos graves.
Ao término da intervenção, a peça óssea removida caiu no chão da sala de cirurgia. Diante do risco de infecção, os especialistas cogitaram a produção de uma prótese em impressora 3D para implantação posterior, mas decidiram higienizar o fragmento original, reposicioná-lo na cabeça do paciente e prescrever doses reforçadas de antibióticos.
Recuperação e desfecho médico
O paciente tomou conhecimento do ocorrido dias após a operação, durante o período de alta medicação e reabilitação. O processo de recuperação envolveu o aprendizado do caminhar, períodos prolongados de exaustão e a perda permanente da propriocepção no pé esquerdo, condição que o impede de conduzir veículos com câmbio manual.
O caso passou a ser utilizado pelo neurocirurgião responsável como demonstração científica de que malformações arteriovenosas de grande porte e complexidade podem ser extraídas com sucesso.
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
