Flávio diz que fuga não é fraqueza e fala em ‘novas eleições’ antes de 2030
O senador e candidato à presidência derrotado nas eleições de 2026, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta sexta-feira (30/10), diretamente dos Estados Unidos, que deixou o Brasil por ser vítima de “perseguição” e que sua saída do país não deve ser interpretada como sinal de fraqueza. Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Flávio também insinuou irregularidades no segundo turno das eleições, sem apresentar provas, e falou na possibilidade de disputar uma nova eleição antes de 2030.
Após ser superado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas no último domingo (25/10), Flávio deixou o Brasil clandestinamente nessa quarta-feira (28/10) e chegou à Flórida após passar pela Argentina e pelo Equador. “Começou a perseguição, até um pouco antes do que eu imaginava que começaria”, afirmou o senador, em sua primeira aparição pública desde que divulgou, na quarta-feira, uma carta na qual se apresentou como “líder” do Brasil.
Durante a transmissão, Flávio relatou que, na segunda-feira (26/10), ao deixar a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, foi informado pela Polícia Federal (PF) de que seus passaportes seriam apreendidos. A medida foi adotada no âmbito de uma investigação por lavagem de dinheiro.
Segundo o senador, o pai teria demonstrado preocupação com a situação. “E ele foi, me olhou com os olhos cheios de lágrimas. Falou: ‘já sabe onde é que eles querem chegar com isso, né?’”, contou Flávio. “Eu falei: ‘pai, já sei. Estou preparado, vou enfrentar. Agora eu sei o que eu tenho que fazer’”.
Sem detalhar como deixou o território brasileiro, Flávio afirmou que tomou a decisão junto com a esposa, “sem que ninguém soubesse”, e pediu que outras pessoas não fossem responsabilizadas por sua saída.
“Eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil”, declarou o senador, ao acusar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de envolvê-lo “falsamente” na investigação.
Flávio insinua fraude e fala em novas eleições
Na transmissão, Flávio também colocou em dúvida o resultado do segundo turno das eleições. Sem apresentar evidências ou apontar quais seriam as supostas irregularidades, comparou o processo eleitoral a “gols de mão” do adversário que não teriam sido anulados pelo VAR.
O senador ainda afirmou que a economia brasileira “vai quebrar” durante o governo Lula e sinalizou que pretende voltar a disputar a Presidência da República. Ao comentar a possibilidade de novas eleições, afirmou que não pretende esperar até 2030. “Não estou falando de 2030 não, estou falando de antes”, declarou.
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