ABC Color — Artículos
31/10/2026 05:45

Ruto y Putin acuerdan que Rusia dejará de reclutar kenianos para luchar en Ucrania

"He dado las gracias al presidente Putin por confirmar que los kenianos ya no serán reclutados en el Ejército ruso, dado que Kenia ha sido clasificada como país no proveedor de reclutas", afirmó Ruto en su cuenta de la red social X, según recogieron este sábado medios locales.

Ruto también informó a Putin sobre el nombramiento de un asesor de Defensa en la Embajada de Kenia en Moscú para coordinarse con el Ministerio de Defensa ruso y tramitar el regreso de los kenianos que aún se encuentran en ese país "con fines militares".

Este asesor también trabajará para "tramitar compensaciones" para aquellos kenianos reclutados para luchar en Ucrania.

Un informe del Gobierno keniano publicado en octubre detallaba que al menos 354 kenianos fueron reclutados por Rusia, incluidos 84 muertos confirmados, pese a que las familias de esos ciudadanos consideran esas cifras son menores que el número real.

Por su parte, el Servicio de Inteligencia Nacional (NIS, en inglés) de Kenia estimó el pasado febrero que al menos 1.000 ciudadanos kenianos habían sido enviados a Ucrania en las filas del Ejército ruso.

Desde el inicio de la invasión rusa en febrero de 2022, el Cuartel General de Coordinación para el Trato de Prisioneros de Guerra ucraniano ha reportado la presencia de más de 5.400 africanos de 43 países combatiendo en el bando ruso, incluidos en los más de 45.000 extranjeros de 151 países de todo el mundo reclutados por el Kremlin.

Según un informe publicado en septiembre por Amnistía Internacional (AI), la inteligencia militar ucraniana ha identificado a más de 28.000 extranjeros de 136 países distintos que han luchado con el Ejército ruso.

Algunos lo hacen de manera voluntaria, como mercenarios, pero otros han denunciado engaños y coacciones en casos que varios expertos consideran que podrían constituir tráfico de personas.

Kiev ha revelado que ciudadanos de países como Cuba, Somalia, Sierra Leona, Togo y Sri Lanka, entre otros, están confinados en campos de prisioneros ucranianos, aunque la mayoría mueren o resultan gravemente heridos antes de ser tomados como prisioneros de guerra.

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