Primeira live de Flávio após o 2º turno deixa sem resposta quem pagou e quem ajudou na ida aos EUA
BRASÍLIA – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contou como decidiu fugir para os Estados Unidos, mas deixou sem resposta questões importantes sobre a operação que o retirou do Brasil após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
Na primeira transmissão ao vivo desde que chegou a Miami, na sexta-feira (30/10), o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que combinou a viagem apenas com a mulher, Fernanda, para evitar que o plano fosse frustrado.
Segundo Flávio, a decisão veio após uma visita ao pai, na segunda-feira (26/10), quando foi intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes. O senador alegou temer uma prisão, embora não houvesse ordem judicial nesse sentido.
Fique por dentro: Publicações seguem no ar após Justiça dar prazo para Meta remover posts de assédio eleitoral
Como Flávio chegou à fronteira com a Argentina?
A família atravessou a Ponte Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú, às 22h50 de terça-feira (27/10). Há relatos de que o percurso desde Brasília foi feito por terra, mas Flávio não revelou os veículos utilizados, as paradas e quem ajudou no deslocamento.
Quem pagou o avião particular?
O empresário argentino Luis Grande, dono da companhia aérea Baires Fly, responsável pelo voo, afirmou que recebeu US$ 150 mil – o equivalente a R$ 816 mil no câmbio atual – de um intermediário residente nos Estados Unidos. Nem ele nem Flávio identificaram o contratante nem quem efetivamente bancou a viagem.
Houve ajuda de aliados ou do governo americano?
Reportagens apontaram possível participação de Jason Miller, conselheiro político do presidente americano Donald Trump, na organização do transporte. O papel dele não foi confirmado. Também não está esclarecida a eventual atuação de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, que vive nos Estados Unidos.
O governo argentino participou da fuga?
O assessor político Santiago Caputo, um dos principais auxiliares do presidente Javier Milei, esteve na região da fronteira durante a operação, segundo a imprensa argentina. Caputo negou envolvimento. Parlamentares oposicionistas cobram esclarecimentos sobre possível utilização de agentes e recursos públicos.
Por que Flávio utilizou dois passaportes?
O senador apresentou documento italiano para entrar na Argentina e utilizou o número de seu passaporte diplomático brasileiro na entrada nos EUA, apesar do cancelamento determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão judicial também exigia a entrega de documentos estrangeiros, o que não ocorreu. A PF investiga o descumprimento da ordem.
Quando o senador pretende voltar ao Brasil?
Flávio não estabeleceu uma data. Ele e a família receberam autorização temporária para permanecer nos EUA até outubro de 2027, o que não equivale à concessão de asilo político.
Na live, o senador também afirmou estar disposto a disputar novamente a Presidência antes de 2030, mas não explicou em quais circunstâncias haveria outra eleição, já que o pleito presidencial no país ocorre de quatro em quatro anos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a vitória de Lula, que está sendo contestada por Flávio sem apresentação de provas de fraude.
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
