SaúdeCasos de mpox disparam no Rio de Janeiro e chegam a sete vezes o registrado em 2025
A cidade do Rio de Janeiro registrou 74 casos de mpox nos últimos dois meses, um aumento de sete vezes em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são do Observatório Epidemiológico municipal e apontam setembro como o mês com maior número de confirmações, com 45 infecções.
Em outubro, foram contabilizados outros 29 casos. No mesmo intervalo do ano passado, a capital fluminense havia registrado apenas dez ocorrências, evidenciando o crescimento das notificações em 2026.
O que é mpox e como ocorre a transmissão?
A mpox é uma doença viral causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e secreções respiratórias durante situações de proximidade prolongada com uma pessoa infectada. O contato sexual também pode facilitar a disseminação do vírus.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, mal-estar, dores no corpo, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele. As erupções podem surgir em diferentes partes do corpo e passam por várias etapas de evolução, até formarem crostas.
As lesões cutâneas estão entre os principais sinais de alerta para a doença. Por isso, o diagnóstico precoce é importante para orientar os cuidados necessários, reduzir o risco de transmissão e garantir o acompanhamento do paciente.
Quem pode receber a vacina contra mpox?
Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação antes da exposição ao vírus é direcionada prioritariamente a pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Entre os grupos contemplados estão homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais que vivem com HIV, além de profissionais de laboratório entre 18 e 49 anos que trabalham diretamente com o vírus.
A imunização também é indicada para pessoas que tiveram contato com fluidos ou secreções corporais de indivíduos com suspeita ou confirmação de mpox, desde que a exposição seja classificada como de alto ou médio risco, conforme os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Qual é o prazo para tomar a vacina após a exposição?
Para pessoas que tiveram contato com alguém infectado, a recomendação é receber o imunizante preferencialmente em até quatro dias após a exposição. Caso esse prazo não seja possível, a vacinação pode ser realizada em até 14 dias, desde que a pessoa não apresente sintomas.
A identificação de contatos de risco e a busca por orientação nos serviços de saúde são medidas importantes para prevenir novos casos e conter a circulação do vírus.
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