EconomiaChilli Beans pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões em dívidas
A Chilli Beans, uma das principais redes de óculos e relógios do país, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões em dívidas financeiras. A iniciativa busca reorganizar os compromissos da empresa com instituições bancárias e dar fôlego à reestruturação de suas operações.
O plano foi negociado previamente com os principais credores e estabelece novas condições e prazos para o pagamento dos débitos. A proposta também prevê um aporte de até R$ 50 milhões para financiar as mudanças que a marca vem implementando nos últimos meses.
Itaú, Akron e Vega participam da operação como financiadores âncoras e coordenam a liberação dos recursos. Segundo a companhia, as negociações envolvem exclusivamente dívidas financeiras. Portanto, os compromissos com fornecedores, funcionários e outros parceiros comerciais não fazem parte do acordo.
A empresa, no entanto, não informou quais fatores contribuíram para o acúmulo das dívidas. Em comunicado, o fundador e presidente-executivo da rede, Caito Maia, reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo setor varejista brasileiro.
"Passamos por um momento difícil, mas saímos ainda mais fortes e conscientes do que representamos para milhares de consumidores e centenas de parceiros", declarou.
Na modalidade extrajudicial, a empresa negocia diretamente com seus credores uma proposta de reorganização financeira, que posteriormente precisa ser submetida à homologação da Justiça.
Felipe Casotti, sócio da Akron Capital, afirmou que a renegociação pretende adequar a estrutura de capital da Chilli Beans à atual realidade do negócio. A expectativa é permitir que a companhia direcione mais recursos e atenção às atividades operacionais, além de fortalecer o relacionamento com franqueados e fornecedores.
Mesmo diante do processo de reestruturação, a rede mantém aproximadamente 900 franquias no Brasil e operações em mais de 14 países. De acordo com a empresa, somente em outubro foram inaugurados nove pontos de venda no território brasileiro e outras quatro unidades na América do Sul.
A movimentação faz parte da estratégia da companhia para reorganizar suas finanças e manter a expansão da marca no mercado.
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
