POLÍCIA Alunos de medicina são expulsos por mensagens nazistas contra bolsistas após eleições
Mensagens nazistas contra bolsistas, compartilhadas após o resultado das eleições presidenciais, levaram à expulsão de alunos do curso de medicina da universidade privada UniCesumar, localizada em Maringá, no Norte do Paraná.
Em conversas em um grupo de WhatsApp, após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente do Brasil, estudantes atacaram colegas que ingressaram na instituição através do Programa Universidade para Todos (ProUni), política pública voltada para o acesso ao ensino superior criada pelo petista.
Tudo sobre Polícia em primeira mão!Em nota, publicada pela instituição nesta sexta-feira (31), foram anunciadas a adoção de medidas disciplinares que variam entre advertências, suspensões e desligamentos.
A decisão decorreu de uma sindicância interna, que havia sido aberta para apurar as trocas de mensagens.
"A UniCesumar reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade, o respeito à vida e os valores que orientam a formação de seus estudantes. A instituição repudia veementemente qualquer forma de discriminação ou preconceito", disse trecho.
Confira a publicação:
O Ministério Público Federal (MPF) confirmou ter recebido denúncia sobre as mensagens e disse que apura o caso.
Qual o conteúdo das mensagens enviadas?
Enviadas em um grupo de WhatsApp no último domingo, 25, os acusados fizeram diversos comentários de cunho ofensivo.
"Quem paga trabalhou e tem 15 mil [reais] por mês para pagar >>>>>>> Quem passou numa provinha", escreveu um estudante.
No mesmo canal, foram compartilhadas imagens e expressões associadas ao nazismo. Em uma das mensagens, há uma imagem de exército nazista acompanhada de referências ao "leite cru", expressão comum na internet para aqueles que defendem a supremacia branca.
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Conselho Regional de Medicina repudia ataques
Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) criticou as mensagens.
"Tais atitudes ferem diretamente os princípios fundamentais do Código de Ética do Estudante de Medicina, segundo os quais o estudante deve estar a serviço da saúde do ser humano e da coletividade, exercendo suas atividades sem discriminação de qualquer natureza", disse.
Na publicação o órgão também cita outro episódio ocorrido em Cascavel, município do mesmo estado.
Veja:
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