Investigada por golpe de R$ 1,32 milhão contra investidores no Pará é presa
Uma mulher investigada por estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro foi presa pela Polícia Civil, em Natal, capital do Rio Grande do Norte. O caso foi divulgado pela Polícia Civil do Pará, nesta sexta-feira (31).
Segundo o órgão de segurança, ela é suspeita de causar prejuízo milionário a investidores por meio de uma empresa que prometia lucros com supostos contratos de fornecimento de veículos ao poder público.
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça do Pará. A investigada foi localizada por uma equipe da Seccional Urbana do Comércio, em Belém, com apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP). O celular dela também foi apreendido para extração de dados.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações, a mulher captava recursos de particulares sob a promessa de retorno financeiro por meio de contratos de fornecimento de veículos ao poder público. Para atrair investidores, ela também teria utilizado intermediários, entre eles o contador da empresa.
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Uma das vítimas transferiu R$ 1,32 milhão à empresa. Conforme o delegado Diego Catunda, responsável pela investigação, a dívida reconhecida pela própria investigada chega a R$ 1,65 milhão.
A apuração também identificou possíveis irregularidades envolvendo um imóvel oferecido como garantia de um contrato.
Segundo a Polícia Civil, o bem foi transferido para uma terceira pessoa, que também é investigada. Há indícios de que a negociação tenha sido simulada, hipótese que ainda será apurada.
Investigação financeira
Para aprofundar as apurações, a Polícia Civil analisou três Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), obtidos por meio de intercâmbio com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Dois relatórios policiais também foram produzidos para fundamentar o pedido de prisão preventiva. Segundo o delegado, as análises identificaram movimentações financeiras milionárias, operações em dinheiro em espécie e indícios de incompatibilidade entre os valores captados dos investidores e a execução dos contratos anunciados.
As diligências também apontaram possíveis irregularidades em transações patrimoniais, incluindo a transferência do imóvel apresentado como garantia contratual.
Prisão
Após as movimentações suspeitas, a investigada deixou o Pará. A partir do cruzamento de informações sobre vínculos e endereços, além de dados telemáticos obtidos mediante autorização judicial, os policiais conseguiram localizar a mulher em Natal.
Após a prisão, ela foi apresentada na Central de Flagrantes da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
O celular apreendido será submetido à extração e análise de dados. De acordo com a Polícia Civil do Pará, o inquérito segue em andamento para esclarecer os fatos e apurar a possível participação de outras pessoas no esquema.
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