MTE recebe 4.305 denúncias de assédio eleitoral
O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos 3 primeiros dias desde que foi criado o canal para esse tipo de registro. Os relatos chegaram entre 4ª feira (28.out.2026) e 6ª feira (30.out), de diferentes regiões do país.
Todas as denúncias são analisadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho do MTE, responsável por avaliar as informações e definir os encaminhamentos em cada caso.
O ministério ressalta que o registro de uma denúncia não equivale à comprovação da prática de assédio eleitoral.
Trabalhadores que sofrerem ou presenciarem situações de assédio eleitoral podem registrar denúncias no site do MTE ou no portal do MPT (Ministério Público do Trabalho).
Os registros são sigilosos e encaminhados para análise dos órgãos competentes.
Concentração no Sudeste
A Região Sudeste reúne 2.087 registros, o equivalente a 48,5% do total nacional. São Paulo lidera entre os Estados, com 1.325 denúncias. Rio de Janeiro aparece em 2º lugar, com 354, e Minas Gerais em 3º, com 345.
Paraná e Santa Catarina, na região Sul, vêm na sequência, com 268 e 259 registros, respectivamente.
Na outra extremidade do levantamento, Roraima e Tocantins registram 17 denúncias cada, e Sergipe apresentou 22 casos.
A distribuição regional completa, conforme os dados do MTE, é a seguinte:
- Sudeste: 2.087 denúncias (48,5% do total)
- Nordeste: 784 (18,2%)
- Sul: 757 (17,6%)
- Centro-Oeste: 378 (8,8%)
- Norte: 299 (6,9%)
Fiscalização e medidas
A Auditoria Fiscal do Trabalho já realiza ações de verificação com base nos relatos recebidos. Segundo o secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Henrique, os casos confirmados resultam em autuação e comunicação a outros órgãos públicos.
O MTE também estuda a criação de uma ferramenta de transparência para dar publicidade aos casos de assédio eleitoral no trabalho. A proposta está em avaliação e pode seguir o modelo da lista de empregadores responsabilizados por trabalho análogo à escravidão.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou a posição do governo sobre o tema:
“Não podemos admitir que trabalhadores e trabalhadoras sejam ameaçados, constrangidos ou discriminados por suas escolhas políticas. O voto é livre e secreto, e nenhum empregador pode usar sua posição para interferir na decisão de seus empregados. O Governo do Brasil está atento às denúncias, atuando na fiscalização e adotando as providências necessárias para proteger os direitos dos trabalhadores“, disse Marinho.
Este texto foi publicado originalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em 31 de outubro de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, foi adaptado para o padrão do Poder360 e recebeu informações complementares.
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