"Rei das criptomoedas" de Manaus é preso pela Polícia Militar em Perdizes
Josué Viana Medeiros, conhecido como "Rei das criptomoedas", foi identificado por câmeras do "Muralha Paulista" e detido na Rua Itajobi

São Paulo — Um homem conhecido como “Rei das criptomoedas”, acusado de praticar golpes em um esquema criminoso que ultrapassou R$ 45 milhões, foi preso pela Polícia Militar (PM) na tarde deste sábado (31/10) no bairro de Perdizes, na zona oeste de São Paulo.
Josué Viana Medeiros estava andando pela Rua Itajobi e foi identificado por câmeras do programa “Muralha Paulista”. Condenado a oito anos de prisão em regime fechado, ele era procurado pela Justiça do Amazonas, depois de ser preso em 2022, em Santarém, no Pará.
Com a identificação do foragido, os policiais fizeram a abordagem e verificaram que havia um mandado de prisão em aberto contra Medeiros.
Ele foi preso e levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito. Na sequência, foi levado para o Centro de Detenção Provisária (CDP) de Pinheiros, na mesma região.
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Josué Viana Medeiros deve passar por audiência de custódia neste domingo (1º/11). Em Manaus, ele era conhecido como o “Rei das Criptomoedas” e desfilava em carros de luxo pela capital. Sua empresa é acusada de prometer lucros rápidos e fáceis com criptomoedas, mas não passava de uma fachada para lavagem de dinheiro e estelionato. Ele teria enganado pelo menos 300 pessoas.
De acordo com a Polícia Civil do Amazaonas, Josué induzia as pessoas a assinarem contratos de investimentos, com promessas de recebimentos de juros em torno de 10% ao mês, mas ele sumia com o dinheiro e deixava as vítimas no prejuízo.
O que é o Muralha Paulista
- O programa Muralha Paulista, do Governo de São Paulo, opera câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real.
- A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização.
- As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça.
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