Día de los Muertos: como a tradição mexicana ganha espaço no esporte
O Día de los Muertos, celebrado principalmente nos dias 1º e 2 de novembro, ultrapassa as fronteiras da cultura mexicana e também encontra espaço no esporte. Em 2026, iniciativas da NFL e do Club Tijuana mostram como uma das tradições mais emblemáticas do México se conecta à identidade esportiva e à paixão transmitida entre gerações.
Na Cidade do México, a NFL realizou, entre 16 e 18 de outubro, a terceira edição de “Hasta la Muerte”, uma experiência com altares dedicados a equipes da liga e produtos inspirados na celebração. Já o Tijuana apresentou um uniforme alternativo que incorpora referências da tradição mexicana.
NFL homenageia torcedores no Día de los Muertos
A experiência reuniu oferendas de oito equipes da NFL: Kansas City Chiefs, Dallas Cowboys, Pittsburgh Steelers, San Francisco 49ers, Las Vegas Raiders, Denver Broncos, Houston Texans e Los Angeles Rams.
Os altares foram decorados com velas, flores de cempasúchil e fotografias de torcedores e personalidades ligadas às franquias. No espaço dos Chiefs, fãs puderam incluir imagens de pessoas que lhes apresentaram o time, associando a celebração à transmissão da paixão esportiva entre gerações.
A ação também contou com uma coleção especial de camisas, moletons, bonés e acessórios inspirados na data. Desenvolvido pela artista mexicana Chabaski, o conceito visual utilizou as mãos como símbolo da transmissão de afeto e paixão, em referência ao gesto de passar a bola e compartilhar uma história.
A campanha adotou o lema “Lo que se hereda, florece”, que significa “O que se herda floresce”, em português.
Tijuana lança uniforme inspirado na tradição mexicana
No futebol, o Club Tijuana apresentou, em outubro, um uniforme alternativo desenvolvido em parceria com a Reebok e inspirado no Mictlán, o mundo dos mortos na tradição mexica.
A camisa tem predominância do preto e detalhes em laranja, em referência à flor de cempasúchil, símbolo da celebração. O desenho também inclui padrões geométricos associados ao Itztépetl, a montanha de obsidiana relacionada ao percurso das almas em direção ao mundo dos mortos.
Outro elemento é o xoloitzcuintle, cão que, segundo a tradição, acompanha as almas nessa jornada. A figura também está ligada à identidade do Tijuana, conhecido como Xolos.
Apresentada em 13 de outubro, a coleção combina referências culturais mexicanas com elementos da identidade visual do clube, levando a celebração para o universo esportivo.
O significado por trás dos símbolos
O Día de los Muertos é celebrado com oferendas em homenagem a familiares e amigos falecidos. Os altares costumam reunir fotografias, velas, alimentos e outros objetos ligados às pessoas homenageadas.
A flor de cempasúchil, de coloração amarela ou alaranjada, é um dos principais símbolos da data e pode ser usada para decorar os altares e formar caminhos associados à chegada das almas. A celebração tem raízes em tradições indígenas e reúne práticas culturais preservadas ao longo da história mexicana.
No esporte, esses elementos aparecem tanto em ações comemorativas quanto em produtos oficiais. O Tijuana incorporou referências da tradição ao uniforme, enquanto a NFL utilizou altares para homenagear torcedores e pessoas importantes em suas histórias com as equipes.
A relação entre esporte e memória familiar
A iniciativa da NFL também destaca a influência familiar na formação de torcedores. A campanha convidou fãs a homenagear pessoas que lhes apresentaram as equipes, relacionando a tradição do Día de los Muertos às histórias pessoais de quem acompanha a liga.
Já o uniforme do Tijuana utiliza símbolos da cultura mexicana para reforçar a identidade do clube. As iniciativas mostram como organizações esportivas podem incorporar tradições locais a campanhas, homenagens e produtos, aproximando suas equipes do contexto cultural em que estão inseridas.
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