Campo Grande News
Gatos podem ter leucemia e doença silenciosa não tem cura
Conhecida como leucemia felina, a FeLV é uma doença viral que compromete o sistema imunológico dos gatos e não tem cura. Apesar do diagnóstico assustar os tutores, a infecção não significa que o animal esteja condenado e com acompanhamento veterinário e cuidados específicos, muitos felinos conseguem manter a qualidade de vida por bastante tempo. “O animal pode carregar o vírus sem demonstrar sinais de que está doente. Por isso, é importante realizar exames e manter o acompanhamento veterinário”, explica o médico-veterinário Felipe Alonso. Segundo ele, apesar do nome, a leucemia felina não é a mesma doença que atinge os seres humanos. Ela é provocada pelo vírus da leucemia felina, que enfraquece as defesas do organismo e aumenta a vulnerabilidade a infecções e alguns tipos de câncer. A doença também não é transmitida para pessoas ou cães. A transmissão acontece entre gatos, principalmente pelo contato com a saliva e outras secreções de animais infectados. Lambidas, mordidas, brincadeiras e o compartilhamento de potes de água e comida podem favorecer o contágio. Filhotes também podem receber o vírus da mãe durante a gestação ou amamentação. “Gatos que têm acesso à rua ficam mais expostos, porque podem entrar em contato com animais que não tiveram a saúde testada”, alerta Felipe. Um dos desafios da FeLV é que os primeiros sinais podem passar despercebidos. Quando a doença começa a comprometer a saúde do animal, podem surgir perda de peso, falta de apetite, febre, anemia, cansaço, vômitos, diarreia, inflamações na boca e infecções frequentes. “Qualquer mudança no comportamento merece atenção. Se o gato fica mais quieto, deixa de comer, perde peso ou apresenta infecções repetidas, o tutor precisa procurar atendimento veterinário”, orienta. O diagnóstico é feito por meio de exames específicos, geralmente começando com um teste rápido de sangue. Dependendo do resultado, o veterinário pode solicitar exames complementares para confirmar a infecção. Não tem cura, mas existe tratamento - Embora não exista um tratamento capaz de eliminar definitivamente o vírus do organismo, é possível controlar os problemas provocados pela doença. O acompanhamento depende da condição de cada gato e pode incluir medicamentos para combater infecções, controle da anemia, suporte nutricional e outros cuidados. “Ter leucemia felina não significa que o gato vai morrer imediatamente. O objetivo do tratamento é controlar as complicações, fortalecer a saúde e garantir qualidade de vida”, explica Felipe. O veterinário também destaca a importância de evitar a automedicação. Cada animal precisa de avaliação individual, já que os cuidados variam conforme os sintomas e o estágio da infecção. Manter os gatos dentro de casa é uma das principais formas de reduzir o risco de contaminação e a vacinação contra a FeLV também ajuda na prevenção. De acordo com o veterinário, a proteção está disponível na vacina quíntupla felina, conhecida como V5, que deve ser indicada pelo veterinário após avaliação e testagem do animal. Outro cuidado importante é realizar exames antes de introduzir um novo gato na casa, principalmente quando já existem outros felinos no ambiente. “É fundamental conhecer a condição de saúde dos animais antes de colocá-los em contato. A prevenção e o diagnóstico precoce fazem muita diferença”, finaliza.
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