RESUMO DA SEMANA Operação no TCE e boicote a empresários foram destaques 0 PF prendeu Sérgio Ricardo e mais cinco
A semana foi marcada pela Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que resultou na prisão preventiva do presidente da Corte, Sérgio Ricardo de Almeida, e de outras cinco pessoas.
A investigação apura suspeitas de irregularidades em contratos e pagamentos, com indícios de um esquema que pode ultrapassar R$ 145 milhões.
Além das prisões, a operação levou ao afastamento de quatro conselheiros e à apreensão de R$ 4,3 milhões em dinheiro, 167 relógios, 31 veículos, armas, munições e outros bens.
Outro assunto que repercutiu foi a circulação de uma lista de boicote a empresas e pessoas supostamente ligadas à esquerda em Sinop. Empresários que tiveram nomes e estabelecimentos incluídos no material recorreram às redes sociais para negar qualquer ligação com o PT e afirmar que não apoiam o governo Lula.
A semana ainda teve a prisão de uma influenciadora suspeita de integrar um esquema de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro, o prêmio de R$ 324,8 milhões da Mega-Sena que saiu para uma aposta de Rondonópolis e a prisão da empresária Camylla Cristina da Silva Maggi Scheffer, acusada de deixar a filha de 3 anos sozinha em um apartamento em Cuiabá.
Lula vence Flávio Bolsonaro e é reeleito presidente pela quarta vez
A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto repercutiu entre as principais lideranças políticas de Mato Grosso.
Paulo Pinto/Agencia Brasil

Presidente Lula durante ato de campanha realizado no último sábado, em São Paulo
Apesar da derrota no cenário nacional, Flávio venceu no Estado, onde recebeu 66,06% dos votos válidos. O resultado provocou diferentes reações entre políticos mato-grossenses, que apontaram culpados, questionaram a disputa e avaliaram os próximos passos da direita.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) desejou que Lula faça uma gestão exitosa no quarto mandato e descartou a possibilidade de o Estado sofrer algum tipo de boicote por ter dado maioria dos votos ao adversário.
Já o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), pediu que os apoiadores respeitem o resultado das urnas e não contestem a derrota. Em outra manifestação, classificou o resultado como um "livramento de Deus" para Flávio.
Entre as lideranças do PL, as avaliações foram mais críticas. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, atribuiu a derrota à chamada "cultura do medo", enquanto o deputado estadual Gilberto Cattani responsabilizou lideranças da direita pela falta de unidade no primeiro turno.
O empresário Odilio Balbinotti, coordenador da campanha de Flávio em Mato Grosso, também apontou suposto "estelionato eleitoral" e disseminação de notícias falsas como fatores que teriam influenciado o resultado.
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Alvos de lista de boicote, empresários reagem: “Não somos petistas”
A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial provocou a circulação de uma lista de boicote a empresas e pessoas supostamente ligadas à esquerda em Sinop (a 481 quilômetros de Cuiabá).
Reprodução

Os empresários de Sinop Israel Vanin, Angélica Karoline e Paulo Matsuoka, incluídos em uma lista de boicote
Após descobrirem que seus nomes e estabelecimentos estavam no material, empresários recorreram às redes sociais para negar qualquer ligação com o PT e afirmar que não apoiam o atual governo.
Entre os alvos estão a pizzaria Pizza Club, a hamburgueria Space Burger, a loja Flor Morena Modas e a Eclipse Uniformes.
Os proprietários Leonardo Possamai, Israel Vanin, Angélica Karoline Dias Ramos e Paulo Matsuoka contestaram as informações e demonstraram preocupação com os possíveis prejuízos à imagem e à reputação dos negócios.
Os empresários afirmaram que não são petistas e que a inclusão dos nomes na lista é injusta.
A repercussão também atingiu a cantora Allane Carvalho, que afirmou ter decidido deixar Sinop após ser incluída pela segunda vez em uma lista semelhante. Ela relatou que, após o episódio de 2022, sofreu ataques e teve contratos profissionais cancelados.
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Eleitores de quatro cidades aprovam mudanças territoriais; saiba
Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais, duas propostas de mudanças territoriais. As consultas preveem a transferência do distrito de Nova Poxoréu para Primavera do Leste e a incorporação das chamadas Ilhas de Ocupação, atualmente em Colniza, a Cotriguaçu.
No resultado conjunto, a proposta de transferência de Nova Poxoréu recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos votos válidos. O “não” somou 14.116 votos, que corresponde a 25,34%.
A votação, porém, foi divergente entre os municípios: enquanto Primavera do Leste aprovou a mudança, Poxoréu rejeitou o desmembramento. Em Primavera do Leste, 38.911 eleitores votaram “sim”, correspondente a 86,71% dos votos válidos, e 5.966 escolheram “não”.
Já em Poxoréu, a proposta recebeu 2.679 votos favoráveis, equivalente a 24,74%, e foi rejeitada por 8.150 eleitores, totalizando 75,26%. Ao todo, 56.499 pessoas compareceram às urnas nos dois municípios. Foram contabilizados 55.706 votos válidos, 506 brancos e 287 nulos.
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Sérgio Ricardo e mais 5 são alvos da PF acusados de esquema
A Polícia Federal deflagrou, na manhã de quinta-feira (29), a Operação Tomada de Contas, que colocou o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) no centro de uma investigação sobre suspeitas de irregularidades em contratos administrativos e pagamentos de servidores.
Montagem/MidiaNews

O presidente do TCE Sérgio Ricardo, o consultor jurídico Grhegory Paiva, e a servidora Roseli Loss
A ação teve como principal alvo o presidente da Corte, Sérgio Ricardo de Almeida, que foi preso preventivamente, junto com outras cinco pessoas: o consultor jurídico-geral do TCE-MT, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia; a chefe de gabinete da Presidência do TCE Roseli Loss; os advogados Felipe José Glinke e Gustavo Fernandes da Silva; e o servidor Adriangelo Barros Antunes.
Os seis investigados passaram por audiência de custódia, mas tiveram as prisões mantidas.
Além das prisões, a operação cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Quatro conselheiros, incluindo Sérgio Ricardo, Guilherme Maluf, José Carlos Novelli e Alisson Alencar, também foram afastados das funções por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Durante as diligências, os policiais apreenderam R$ 4,3 milhões em dinheiro, 167 relógios, 31 veículos, 27 celulares, 16 armas de fogo e 6.512 munições, além de valores em moedas estrangeiras. Também foram recolhidas 112 garrafas de vinho e uísque no gabinete do consultor jurídico-geral do tribunal.
Segundo a Polícia Federal, os indícios apontam que o rombo pode ultrapassar R$ 145 milhões.
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Saiba quem é a influencer presa em Cuiabá por supostos golpes
A influenciadora digital Aryadna Cristina Rodrigues Sousa Silva foi presa durante a segunda fase da Operação Rede Oculta, deflagrada pela Polícia Civil na quinta-feira (29), em Cuiabá. Ela é suspeita de integrar um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.
Reprodução

A influenciadora Aryadna Cristina, presa nesta quinta-feira (29), em Operação contra fraude
A investigação aponta que o esquema causou prejuízo de pelo menos R$ 414 mil às vítimas já identificadas, e que o padrão de vida exibido pela influenciadora nas redes sociais chamou a atenção dos investigadores por ser considerado incompatível com a renda declarada.
Além de Aryadna, outros três investigados foram presos preventivamente, entre eles o companheiro dela e um casal que mora em Várzea Grande. Um quinto alvo não havia sido localizado e era considerado foragido.
A Justiça manteve a prisão da influenciadora após audiência de custódia, mesmo com o pedido da defesa para que ela respondesse em liberdade, sob o argumento de que é mãe de filhos menores de idade e responsável pelos cuidados deles.
A operação cumpriu 20 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão preventiva, buscas domiciliares, sequestro de veículos e quebra de sigilo telemático.
Segundo a Polícia Civil, o grupo abordava vítimas pela internet, por meio de falsos anúncios de veículos e golpes do falso parente e do falso funcionário de banco.
Os valores transferidos via Pix eram fracionados entre contas de terceiros, em quantias inferiores a R$ 10 mil, e depois concentrados em uma conta para redistribuição. O dinheiro seria convertido em veículos de alto valor e joias, exibidos nas redes sociais.
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Apostador de MT ganha sozinho R$ 324,8 milhões na Mega-Sena
Uma aposta feita em Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá) faturou sozinha o prêmio de R$ 324,8 milhões da Mega-Sena, em sorteio realizado na noite desta quarta-feira (28). O valor é o maior já pago na história da loteria em um concurso regular.
O novo milionário fez uma aposta simples, de apenas R$ 6, pela internet e acertou as seis dezenas do concurso 3077.
Os números sorteados foram: 02 – 14 – 18 – 31 – 35 – 40.
O prêmio de R$ 324.898.791,61 é considerado histórico por ser o maior já registrado em sorteios regulares da Mega-Sena, sem contar os concursos especiais, como a Mega da Virada.
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Empresária da família Maggi é presa por deixar filha sozinha em apartamento
A empresária Camylla Cristina da Silva Maggi Scheffer, de 25 anos, foi presa após deixar a filha, de 3 anos, sozinha em um apartamento no condomínio Garden Monte Líbano, em Cuiabá. O caso ocorreu na madrugada de terça-feira (27) e mobilizou a Polícia Militar.
Reprodução

Camylla Maggi Scheffer, empresária que mora no condomínio Garden Monte Líbano, em Cuiabá
A menina saiu do imóvel durante a madrugada e foi encontrada circulando desacompanhada pelas dependências do residencial, o que levou funcionários da portaria a acionarem o síndico e o Conselho Tutelar.
Segundo o boletim de ocorrência, a criança deixou o apartamento por volta de 0h06 e desceu pelo elevador sem a presença de um responsável. A mãe retornou ao condomínio cerca de uma hora depois. Aos policiais, ela afirmou que havia saído para comprar medicamentos em uma farmácia e deixou a filha dormindo, mas demorou mais do que o previsto para voltar.
Camylla foi encaminhada à delegacia e autuada em flagrante por suspeita de abandono de incapaz.
Após passar por audiência de custódia, a empresária foi solta por determinação da Justiça, sem pagamento de fiança. O juiz, no entanto, impôs medidas cautelares e determinou o encaminhamento do caso à Vara da Infância e Juventude, para avaliação de possíveis medidas de proteção à criança.
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