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Senado marca para terça votação de proposta que endurece regras para chefes de facções
<p><a target="_blank" rel="noopener noreferrer" href="https://www.imirante.com/brasil"><strong>BRASÍLIA</strong></a> – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para terça-feira (3) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto prevê penas mais duras e regras de prisão mais restritivas para chefes de facções e milícias, além de mudanças na atuação conjunta da União, dos estados e dos municípios.</p><p>De autoria do Executivo, a proposta foi aprovada pela Câmara em março e teve sua análise concluída pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em 14 de outubro.</p><p>O governo apresenta a medida como uma de suas principais iniciativas contra organizações criminosas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também prometeu criar um Ministério da Segurança Pública com a promulgação da emenda.</p><h3>Regras mais restritivas para lideranças criminosas</h3><p>Entre as medidas previstas estão restrições ou proibição da progressão de regime para chefes de facções e milícias, além do cumprimento de penas em unidades de segurança máxima.</p><p>O texto também contempla medidas sobre bens e valores provenientes do crime, responsabilização de empresas envolvidas e proteção a denunciantes e seus familiares.</p><p>Essas disposições integram a proposta que será examinada pelos senadores e ainda não representam regras em vigor.</p><h3>Integração entre União, estados e municípios</h3><p>Outro eixo é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública na Constituição. A proposta altera o artigo 144, que trata da segurança pública, para estabelecer a cooperação entre os diferentes níveis de governo.</p><p>O texto prevê atuação integrada e descentralizada das instituições, com articulação para prevenir crimes, realizar investigações e cumprir penas.</p><p>Também contempla a criação do Sistema de Políticas Penais, voltado ao sistema prisional, e autoriza a atuação conjunta da União, dos estados e dos municípios na legislação sobre segurança pública, organização policial, guardas municipais e sistema socioeducativo.</p><h3>Possibilidade de criação de polícias municipais</h3><p>A proposta permite a criação de polícias municipais de natureza civil. Essas instituições ficariam responsáveis pelo policiamento ostensivo e comunitário nas cidades onde atuassem e estariam submetidas ao controle externo do Ministério Público.</p><p>O texto ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal e prevê maior vinculação de recursos do orçamento à segurança pública.</p><h3>Repasses obrigatórios para estados e municípios</h3><p>Na área de financiamento, a proposta estabelece que metade dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional seja repassada pela União aos estados e municípios.</p><p>No caso do fundo penitenciário, o cálculo exclui as despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional, conforme o texto apresentado pela Agência Brasil.</p><p>O relator na comissão do Senado, Rogério Carvalho, afirma que as regras buscam dar continuidade ao financiamento das ações.</p><p><i>“As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios”</i>, escreveu.</p><p>A proposta também destina aos fundos da segurança 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal. A previsão busca reforçar o financiamento das políticas de segurança e de execução penal.</p>
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