IN MEMORIANCláudio Ronaldo: relembre o caso do espírito que apareceu em uma Missa em Belém O caso Cláudio Ronaldo mexeu com Belém na década de 90: o espírito do jovem, que faleceu precocemente aos 29, apareceu durante um Missa.
O caso Cláudio Ronaldo mexeu com a imprensa e o imaginário dos moradores de Belém na década de 90. O espírito do jovem, que faleceu precocemente aos 29 anos em 16 de agosto de 1990 vítima de uma anemia hemolítica autoimune, teria aparecido materializado quatro anos após sua morte, durante a missa de 80 anos de sua avó materna.
O jornalista Gilmar Pretti, do canal Ponto Gil, conversou com a família e resgatou essa história. Tudo começou no dia 17 de dezembro de 1994. A família estava reunida na Igreja de Nossa Senhora Aparecida para celebrar os 80 anos da avó materna de Cláudio. A celebração foi registrada integralmente em uma fita de vídeo VHS.
Durante a missa, duas figuras surgiram ao fundo da gravação: o jovem Cláudio Ronaldo, reconhecido pelo semblante, porte físico e modo de caminhar, acompanhado por outro homem de camisa branca e óculos de aro escuro, que seria um “guia”. Veja o documentário:
“Quem viu primeiro foi um primo meu. Ele ligou e disse: ‘Olha, vem aqui, eu quero que vocês vejam uma coisa’. E quando chegou nessa parte, ele pausou e disse: ‘Agora eu quero que vocês olhem lá para o final da igreja, lá para a entrada onde está a porta. Eu vou colocar em câmera lenta’. Aí quando eu vi, eu disse: ‘É o Cláudio!’”, relevou a irmã de Claudio Ronaldo, Liliane Souza.
Repercussão
Em 1996, uma reportagem feita pela RBATV sobre o caso, repercutiu nacionalmente. À época, a TV exibiu as reportagens por uma semana, em cobertura especial. A repórter Mariluz Coelho mandou a fita VHS para uma verificação e confirmou que não havia montagem. Logo após a exibição, o caso ganhou repercussão nacional, chegando até ao programa de Gugu Liberato.
A luta contra a doença
Os primeiros médicos consultados em Belém não conseguiram fechar o diagnóstico. Foi somente após exames aprofundados em São Paulo e o envio de amostras de sangue aos Estados Unidos que a família confirmou o quadro de anemia hemolítica autoimune, que provocava a destruição de suas células sanguíneas.
A doença causou um efeito dominó: o jovem perdeu a visão gradualmente até ficar cego.“Ele andava com a mão por cima do ombro dele porque ele estava cego. Tanto que eu dizia para ele: ‘Olha o fulano aqui, ele tá te dando a mão te cumprimentando’, pegava no caminho a mão e às vezes ele conhecia pelo tato quem era a pessoa”, revelou o pai, Donato Cardoso.
No dia 16 de agosto de 1990, Cláudio não resistiu e faleceu aos 29 anos, após complicações hospitalares e um derrame cerebral. O velório comoveu a capital paraense e reuniu dezenas na mesma Igreja de Nossa Senhora Aparecida onde, quatro anos depois, sua imagem reapareceria gravada em vídeo.
O sinal no cemitério
Pouco tempo após o falecimento do filho, seu Donato foi até o cemitério encomendar uma moldura com a foto do jovem para fixar em sua sepultura. Ao entregar o retrato, ele foi surpreendido pelo relato do funcionário do local:
“Geralmente eles fazem essas molduras para sepultura, e eu falei com eles para fazer a foto. Na outra semana, no domingo, eu trouxe. Quando o rapaz pegou a foto, ele então disse que já conhecia aquele rapaz da foto, que via aquele rapaz da foto entrar comigo no cemitério quando eu vinha sempre com a minha mulher, e que parecia até com a mão no meu ombro. Eles viram quando ele entrava comigo no cemitério.”
Espírito de luz
A família de Claudio Ronaldo acredita que a aparição era, de fato, do rapaz. A manifestação contudo, seria de um espírito de luz. “Ele não se queixava do sofrimento. Então aquilo tudo purifica o espírito, né? O sofrimento espiritual que a pessoa não se queixa, ele se transforma em luz. É o que ocorreu com o Cláudio, se transformou em luz o sofrimento físico dele”, afirma o pai.
Até hoje, o túmulo de Claudio Ronaldo no cemitério Santa Izabel, em Belém, recebe placas com os dizeres “agradeço graça alcançada”. Ele é um dos chamados “santos populares” que repousam no campo santo.
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