Viver01 de novembro de 2026Morre padre Francisco Canindé, exemplo de fé e solidariedade, aos 89 anos; Assú decreta luto oficial
Redação Tribuna do Norte • 01 de novembro de 2026 • 14h24

Morreu neste domingo (1º) o Padre Francisco Canindé dos Santos, aos 89 anos. Em homenagem a ele, a Prefeitura do Assú decretou luto oficial de três dias. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 145, assinado pelo prefeito Lula Soares, em reconhecimento à trajetória e aos relevantes serviços prestados pelo sacerdote ao município.
Natural de Angicos/RN, Padre Canindé assumiu a Paróquia de São João Batista em 3 de janeiro de 1966, onde exerceu sua missão sacerdotal por 46 anos. Ao longo de sua caminhada, tornou-se uma das personalidades mais marcantes da história de Assú e do Vale do Açu, deixando um legado de fé, solidariedade e dedicação ao próximo.
Sua contribuição também foi fundamental para a educação do município. Padre Canindé atuou como professor e diretor do Instituto Padre Ibiapina (IPI) e do Ginásio Pedro Amorim, além de participar dos esforços que contribuíram para a implantação do ensino superior da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) em Assú.
Na comunicação, teve participação importante na fundação da Rádio Princesa do Vale, veículo que se tornou referência na história da comunicação regional. Também atuou em defesa das causas populares, dos direitos sociais e da dignidade humana, especialmente em favor das comunidades mais vulneráveis.
Velório e sepultamento
O velório de Padre Canindé teve início às 7h deste domingo (1º), na Igreja Matriz de São João Batista, em Assú. Estão previstas missas às 8h e às 16h. O sepultamento será realizado ainda hoje, após a celebração das 16h, no Cemitério Público de São João Batista.
O decreto estabelece que, durante os três dias de luto oficial, a bandeira do município permaneça hasteada a meio-mastro em todos os órgãos e repartições públicas municipais.
A partida de Padre Canindé representa uma grande perda para Assú. Sua história, marcada pelo serviço à Igreja, à educação, à comunicação e à população, permanece como parte da memória e da identidade do município.
Seu nome está escrito na história de Assú. Seu legado permanecerá vivo na memória de gerações.
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