Morre Mulher Banana, referência no funk carioca e ex-Furacão 2000
Julyana de Souza Pontes ficou conhecida como Garota X e ganhou projeção nacional com a equipe Furacão 2000; causa da morte ainda não foi esclarecida
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Publicado às 14:42, 01/11/2026
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Julyana foi encontrada sem vida na sexta-feira, 30, em sua residência, no bairro Engenho Pequeno, em Nova Iguaçu. A Polícia Civil do Rio de Janeiro apura o caso. O atestado aponta morte súbita, mas a causa ainda não foi esclarecida. A artista ganhou projeção nacional nos anos 2000, como integrante da equipe Furacão 2000. Mulher Banana é lembrada como uma das pioneiras da presença de mulheres trans no funk carioca.
A cantora Julyana de Souza Pontes, conhecida artisticamente como Mulher Banana ou Garota X, morreu na sexta-feira, 30, aos 49 anos. Ela foi encontrada morta dentro de casa, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
A Polícia Civil informou que investiga o caso e que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O atestado aponta morte súbita, mas a causa do óbito ainda não foi esclarecida.
A morte também foi confirmada pelo irmão da artista. Na manhã de sábado, 31, a família aguardava a realização da perícia para esclarecer as circunstâncias do ocorrido. Até o momento, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.
Mulher Banana fez história no funk carioca com a Furacão 2000
Julyana ganhou projeção nacional no início dos anos 2000, quando passou a integrar a equipe Furacão 2000, responsável por contribuir para a popularização do funk carioca em diferentes regiões do Brasil.
Antes de ficar conhecida como Mulher Banana, a artista utilizava o nome Garota X. O reconhecimento veio especialmente com a música “Mulher Banana”, que se tornou sua marca artística e deu origem ao nome pelo qual passou a ser identificada pelo público.
A cantora também é lembrada por sua contribuição à representatividade de pessoas trans na música. Em um período de pouca visibilidade para artistas trans no cenário musical brasileiro, Julyana ocupou espaços no funk e abriu caminhos para outras artistas.
Artistas lamentam morte de Mulher Banana
A morte de Julyana provocou manifestações de pesar de artistas e admiradores nas redes sociais. Entre as homenagens, a cantora Tati Quebra Barraco destacou a importância da amiga para o funk carioca.
Uma grande perda para o mundo do funk! Nossa querida Mulher Banana nos deixou. Descanse em paz! Meus sentimentos à família, aos amigos e a todos os fãs. Que Deus conforte o coração de todos neste momento difícil.
Tati Quebra Barraco
Cantora
A cantora MC Xuxú, que chegou a gravar músicas com Julyana, também lamentou a morte. Na homenagem, definiu a artista como “uma travesti que fez história” e ressaltou sua contribuição para ampliar a presença de pessoas trans no gênero musical.
“Abriu caminhos e ocupou espaços, mesmo em uma sociedade que ainda insiste em nos marginalizar. Sua irreverência, sua ousadia e sua existência fazem parte da história do funk e da resistência travesti brasileira. Que seu nome seja lembrado, respeitado e celebrado”, publicou.
Mulher Banana também se dedicava à proteção animal
Fora dos palcos, Julyana mantinha uma relação próxima com a causa animal. A cantora acolhia e cuidava de gatos em situação de abandono, mantendo um espaço que chamava de santuário para os animais.
A atuação na proteção dos gatos era outra dimensão da vida da artista, cuja trajetória ficou marcada tanto pela música quanto pela defesa da representatividade trans na cultura brasileira.
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