Campo Grande News
01/11/2026 14:36

Resistência e trabalho em equipe marcam prova da maratona aquática de 27 horas

Desafio encarado e cumprido, assim foram as 27 horas de revezamento, resistência física e trabalho em equipe dentro da piscina durante a terceira edição da Maratona Aquática de Revezamento no Círculo Militar de Campo Grande. A competição terminou às 11h deste domingo (1º), após reunir aproximadamente 220 atletas divididos em 5 equipes. A equipe campeã foi a Ariranha, que conquistou o tricampeonato e ainda superou o próprio recorde de distância percorrida na competição. O desafio começou às 8h de sábado (31) e exigiu que as equipes mantivessem pelo menos um atleta na piscina durante todo o período, inclusive durante a madrugada. A dinâmica consistia em cada participante nadar pelo menos 50 metros, sair da água para a entrada do próximo integrante e retornar quando chegasse novamente sua vez. Vencia o grupo que acumulasse a maior distância ao final das 27 horas. Além dos competidores, aproximadamente 400 pessoas passaram pelo clube durante a programação. O evento integrou o Festival de Primavera, que também contou com outras modalidades esportivas e atividades abertas à participação do público. A equipe Ariranha terminou na primeira colocação, com 108.550 metros nadados. As Forças Armadas ficaram em segundo lugar, com 94.650 metros, seguidas pelo Círculo Militar, que alcançou 93.650 metros. O Corpo de Bombeiros terminou em quarto, com 93.600 metros, enquanto o Team Jardel e Amigos ficou na quinta posição, com 74.750 metros. A capitã da equipe Ariranha, Daniela Albuquerque de Santana, de 54 anos, contou que o grupo surgiu de uma iniciativa dela e de uma amiga, Evelyn, após conhecerem a proposta da maratona. “Foi uma ideia louca minha e de uma amiga minha. Ficamos sabendo da competição de 25 horas e falamos: vamos, vamos! Mas só nós duas. Aí fomos chamando os conhecidos, as pessoas foram querendo, se interessando e formou uma equipe de 38 pessoas na primeira vez”, relembrou. Nesta edição, a equipe contou com 48 participantes. Daniela explicou que a organização dos revezamentos foi feita por meio de grupos de WhatsApp, com horários definidos para cada integrante. Ela permaneceu no clube durante as 27 horas para garantir que a raia não ficasse parada e substituir algum atleta caso fosse necessário. Segundo a capitã, o grupo mantém a participação pelo prazer de nadar e pelo espírito de união, sem receber premiação financeira. “A gente vai porque gosta, não tem ninguém que ganha nada com isso, a gente só ganha prazer”, afirmou. O nome Ariranha também tem uma história curiosa. Daniela contou que a escolha veio de um episódio envolvendo o filho, que participou da competição Pantanal Extremo e foi perseguido por uma ariranha. A história acabou inspirando o nome da equipe. Bombeiros destacam união e treinamento -  O Corpo de Bombeiros participou pela segunda vez da maratona. A capitã da equipe, Rosana Lopes, de 41 anos, destacou que o evento representa uma oportunidade de integração entre os militares, além de funcionar como uma atividade complementar de treinamento físico. Segundo ela, a equipe conseguiu manter a raia ocupada durante toda a madrugada e terminou a prova na quarta colocação, com apenas 50 metros de diferença para o terceiro lugar. “É um evento muito valioso para a nossa corporação, porque é um momento não só de descontração, que o pessoal aproveita e se diverte, mas também é um momento que a equipe aproveita para treinamento. Participar dessas 27 horas é um desafio, mas o trabalho em equipe e a união de todo mundo vibrando aqui, até durante a madrugada toda, sem nenhum momento deixar a raia parada, fazem a diferença”, afirmou. Mais de 40 bombeiros participaram do revezamento. De acordo com o coronel José Antônio Pereira dos Santos, de 61 anos, a natação faz parte da rotina de preparação física da corporação, e a competição também fortalece a convivência entre diferentes instituições e a população civil. “Acima de tudo, é fazer amizade, uma interação entre todos os órgãos de segurança pública, os clubes, os civis. Aqui, como militar do Corpo de Bombeiros, acima de tudo, cumprimos a nossa missão”, destacou. O coronel também participou das atividades na piscina, nadando 1.100 metros no sábado e outros 500 metros no domingo. Desafio aumenta a cada edição -  Na primeira edição, os participantes nadaram durante 25 horas. Em 2025, o período passou para 26 horas e, neste ano, chegou a 27 horas. A organização pretende manter a tradição de acrescentar uma hora a cada edição. Assim, a próxima competição deverá ter 28 horas de natação. Todos os atletas receberam medalhas de participação. A equipe campeã também levou um troféu rotativo, que ficará com a Ariranha até a próxima edição, quando será entregue ao novo vencedor, além de 20 vouchers para utilização no Instituto Parma. O Festival de Primavera também teve como objetivo aproximar a população do Círculo Militar. A organização reforçou que o clube é aberto tanto a militares quanto a civis, que podem se associar ou procurar as atividades esportivas oferecidas no espaço.
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