Ministros alemães prometem resposta a distúrbios e saques em Frankfurt
Ministros alemães ameaçaram aplicar punições severas aos saqueadores e manifestantes que danificaram lojas e feriram mais de 100 policiais em Frankfurt durante a madrugada, ao mesmo tempo em que elogiaram as forças de segurança por impedirem que a violência se alastrasse.
Frankfurt se tornou o principal foco de tensão no sábado (31), depois que milhares de pessoas se reuniram em dezenas de cidades alemãs para exigir melhor educação e redução do custo de vida em protestos organizados pelo grupo de campanha “Gen Z regelt” — “A Geração Z assume o comando”.
No centro financeiro de Frankfurt, manifestantes encapuzados danificaram 17 lojas, das quais cinco foram saqueadas, informou Roman Poseck, ministro do Interior do estado de Hesse, a jornalistas neste domingo (1º).
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Ele disse que a polícia mobilizou 1.300 policiais, com mais de 100 feridos nos confrontos. A polícia prendeu 54 pessoas com idades entre 13 e 29 anos.
“Estou chocado com o que vi, e não adianta amenizar a situação. Deixe-me deixar isso bem claro: as coisas não podem continuar assim”, disse Poseck.
Poseck informou que a maioria dos detidos era de nacionalidade alemã, acrescentando que muitos dos envolvidos nos distúrbios tinham origem imigrante, citando informações da polícia.
“A polícia estima, neste momento, que esteja lidando com entre 1.000 e 1.500 agitadores violentos, predominantemente de origem imigrante”, compartilhou.
A polícia de Frankfurt relatou distúrbios violentos, incluindo janelas quebradas e o lançamento de coquetéis Molotov, pedras e garrafas contra as equipes de emergência.
O ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, membro da conservadora União Social Cristã, afirmou que os responsáveis serão identificados e responsabilizados.
Ele acusou “desordeiros da comunidade de imigrantes” de agirem em conjunto com extremistas de esquerda e outros grupos de extrema esquerda, mas não apresentou evidências para sustentar a alegação nem especificou quais grupos haviam se juntado às manifestações.
Dobrindt afirmou que uma estratégia policial baseada em uma forte presença de segurança e mobilizações em vários locais se mostrou eficaz.
Na França, os protestos continuaram em grande parte pacíficos pelo terceiro fim de semana consecutivo, depois de distúrbios e saques em 17 de outubro que causaram danos a lojas, prédios públicos e empresas.
Dobrindt compartilhou que os controles de fronteira foram reforçados antes dos protestos, por receio de que grupos extremistas do exterior pudessem explorá-los para incitar tumultos.
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