Ministério do Trabalho registra 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral em 3 dias após eleição
A região Sudeste lidera com quase metade do número de denúncias, seguida do Nordeste
Por Rogeslane Nunes
Notícia
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Atualizado às 18:25, 01/11/2026 | Publicado às 18:25, 01/11/2026
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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral, em três dias, ocorridos no ambiente de trabalho por motivação política.
As denúncias foram recebidas após o resultado do segundo turno da eleição presidencial. Os registros foram feitos entre 28 e 30 de outubro, nas cinco regiões do Brasil, e estão sendo apuradas pelo MTE, por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho.
Os dados divulgados correspondem às denúncias recebidas por meio de canal de denúncia no período citado. No entanto, os números não representam, necessariamente, casos comprovados de assédio eleitoral. As manifestações seguem em análise dos órgãos competentes.
Nas eleições de 2026, especialmente após o resultado do segundo turno, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), empresas têm entrado em um movimento de demissão e boicote a trabalhadores devido aos seus posicionamentos políticos.
Após o segundo turno, as denúncias de assédio eleitoral aumentaram 75%, considerando o dia seguinte ao pleito, em 26 de outubro, até o dia 28, segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Com a alta de casos de assédio eleitoral, o Ministério do Trabalho lançou uma série de medidas, incluindo canais de denúncia específicos para receber relatos desse tipo de crime.
Sudeste lidera número de denúncias
A região Sudeste concentra quase metade do número de denúncias recebidas, reunindo 2.087 registros. Na sequência, o Nordeste aparece com 784 casos.
A região Sul recebeu 757 registros. Quanto às regiões Centro-Oeste e Norte, ela somam, 378 e 299 denúncias, respectivamente.
Denúncias por unidade federativa
São Paulo lidera em número de denúncias, com 1.325 dentro do período observado. Ainda na Região Sudeste, o Rio de Janeiro vem em seguida, com 354 casos. Na outra ponta, Roraima e Tocantins registram 17 denúncias cada.
Veja os números por unidade federativa, de acordo com o MTE:
- São Paulo (SP): 1.325
- Rio de Janeiro (RJ): 354
- Minas Gerais (MG): 345
- Paraná (PR): 268
- Santa Catarina (SC): 259
- Rio Grande do Sul (RS): 230
- Ceará (CE): 172
- Bahia (BA): 169
- Goiás (GO): 143
- Pernambuco (PE): 137
- Pará (PA): 130
- Maranhão (MA): 99
- Mato Grosso (MT): 93
- Distrito Federal (DF): 91
- Espírito Santo (ES): 63
- Rio Grande do Norte (RN): 63
- Amazonas (AM): 52
- Mato Grosso do Sul (MS): 51
- Alagoas (AL): 50
- Paraíba (PB): 42
- Piauí (PI): 30
- Acre (AC): 29
- Rondônia (RO): 29
- Amapá (AP): 25
- Sergipe (SE): 22
- Roraima (RR): 17
- Tocantins (TO): 17
Canais de denúncia
Dois canais para receber denúncias de pessoas que sofreram ou presenciaram situações de discriminação no ambiente de trabalho relacionadas ao voto ou ao posicionamento político foram disponibilizados. São eles:
Orientações aos trabalhadores também podem ser encontradas no aplicativo da Carteira de Trabalho, que direciona para um formulário de denúncia de assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
As medidas ocorrem em conjunto, envolvendo o MTE, o MPT, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que lançaram iniciativas para combater o crime.
Entre as iniciativas estão ações para retirar da internet sites, publicações e conteúdos em redes sociais que promovam perseguição ou discriminação por motivação política.
A medida inclui, ainda, notificações às plataformas digitais, como Google e Meta, com base em orientação técnica da Advocacia-Geral da União.
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