Jeferson Tenório fala ao A Crítica sobre formação de leitores e anuncia novos livros
A formação de novos leitores e a importância de ampliar o acesso aos livros estão entre os temas abordados pelo escritor Jeferson Tenório em entrevista exclusiva ao A Crítica. Destaque da segunda noite da 41ª Feira de Livros do Sesc, realizada na sexta-feira (30), no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, o autor também falou sobre seus próximos projetos literários e sua relação com a capital amazonense.
Para Tenório, o contato com a literatura precisa ser estimulado desde os primeiros anos, por meio de iniciativas que tornem os livros presentes no cotidiano de crianças e adolescentes. Nesse processo, a escola tem um papel importante, mas não deve atuar sozinha. A participação das famílias e a realização de eventos literários também podem despertar o interesse pela leitura.
“Eu acho que tudo começa na escola. Acho que a escola tem um papel importante para conseguir estimular os jovens. Às vezes, também na família, frequentar festivais como esse, por exemplo, espaços que formam leitores”, afirma.
O escritor ressalta ainda que ampliar o acesso aos livros e às bibliotecas públicas é fundamental para aproximar a leitura da população. Para ele, a formação de leitores depende também de garantir que esses espaços e materiais estejam disponíveis a diferentes públicos.
“Então, acho que é isso: deixar disponível o acesso ao livro, às bibliotecas públicas. Acho que isso vai ajudar a alargar um pouco mais a vida”, completa.
Novos projetos literários
Além de falar sobre a formação de leitores, Jeferson Tenório adiantou os próximos passos de sua produção literária. O escritor trabalha em um livro de não ficção, previsto para ficar pronto no início do próximo ano, que abordará a leitura e a escrita literária a partir de uma perspectiva negra.
Paralelamente, ele também começou a desenvolver um novo romance, projeto que deve exigir um período maior de elaboração.
“Tenho um livro de não ficção que deve ficar pronto no início do ano que vem. O livro fala sobre leitura, sobre escrita literária, a partir de uma perspectiva negra. E estou começando um novo romance, que deve ficar pronto daqui a uns dois ou três anos”, revela.
Uma relação com Manaus
A passagem pela capital amazonense também foi marcada pelo acolhimento e pelas experiências vividas na cidade. Tenório destacou o carinho que tem por Manaus e mencionou o escritor Milton Hatoum, homenageado da feira, entre os amigos que fazem parte dessa relação.
O autor também recordou uma visita anterior, quando teve a oportunidade de conhecer o Encontro das Águas e passar cinco dias no Rio Negro. Desta vez, apesar do período chuvoso, afirmou que a experiência na cidade continua sendo positiva.
“É sempre bom voltar para Manaus. É uma cidade em que sou sempre muito bem acolhido. Tenho grandes amigos aqui, como o Milton Hatoum. Na primeira vez que eu vim, cheguei a ir ao Encontro das Águas, passei cinco dias no Rio Negro, e agora a experiência também tem sido muito boa, mesmo com muita chuva”
A participação de Jeferson Tenório na programação reforça o papel da Feira de Livros do Sesc como espaço de encontro entre autores e leitores. Em uma edição que celebra a trajetória de Milton Hatoum, a presença do escritor também amplia o diálogo sobre literatura, identidade e acesso à leitura.
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