Imirante
02/11/2026 08:24

PL deve lançar Rogério Marinho à presidência do Senado na quarta-feira

<p><a target="_blank" rel="noopener noreferrer" href="https://www.imirante.com/brasilia"><strong>BRASÍLIA</strong></a> – O PL deve anunciar na quarta-feira (4) a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado para a eleição de fevereiro de 2027. A maioria do partido rejeitou uma composição com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), e pretende colocar o senador potiguar em campanha.</p><p>A legenda terá 28 parlamentares com a chegada dos senadores eleitos em outubro, formando a maior bancada da Casa. Para eleger o presidente, porém, são necessários pelo menos 41 votos, o que exige apoio de outras siglas.</p><p>Marinho confirmou na quarta-feira (28) que deverá ser o candidato do partido. O lançamento ocorre enquanto Alcolumbre busca votos entre integrantes da oposição para permanecer no cargo.</p><h3>Maioria do partido defende candidatura própria</h3><p>A decisão de avançar com Marinho prevaleceu apesar das conversas de Alcolumbre com senadores do PL, do PP e do Republicanos.</p><p>Entre os defensores da candidatura está o senador eleito Carlos Jordy, que vê o nome do potiguar como o mais competitivo na disputa.</p><p><i>“A candidatura com mais força e votos hoje é a de Rogério Marinho”</i>, afirmou.</p><p>A posição, no entanto, não é unânime dentro do partido. Uma liderança da legenda defendeu aos colegas que uma negociação deveria anteceder o lançamento de uma candidatura contra Alcolumbre.</p><p>O receio desse parlamentar é que o PL enfrente o desgaste de uma derrota e termine sem o comando de comissões importantes. Ele citou a eleição de 2023, quando Marinho perdeu a presidência do Senado para Rodrigo Pacheco.</p><p>Apesar dessa resistência interna, a maioria da legenda pretende seguir com a candidatura própria.</p><h3>Marinho enfrenta concorrência na oposição</h3><p>O lançamento pelo PL não encerra a disputa por apoio entre os partidos de oposição. A senadora Tereza Cristina mantém a intenção de concorrer ao comando da Casa.</p><p><i>“Eu mantenho meu desejo de concorrer, de ser a primeira mulher presidente do Senado. Temos 90 dias até a eleição. Tem muita água pra rolar”</i>, declarou.</p><p>Tereza conta com o apoio de Michelle Bolsonaro, eleita senadora pelo Distrito Federal. Alcolumbre pretende conversar com Michelle nas próximas semanas, segundo um interlocutor do presidente do Senado.</p><p>A manutenção das duas pré-candidaturas deixa em aberto a possibilidade de a oposição chegar à eleição com mais de um nome.</p><h3>Ligação com Flávio gera questionamentos</h3><p>Marinho também enfrenta avaliações negativas de parlamentares da oposição por sua ligação com Flávio Bolsonaro, cuja campanha presidencial coordenou.</p><p>Entre esses senadores, a carta em que Flávio se autodeclarou presidente eleito, depois alterada para líder do Brasil, enfraqueceu a candidatura do potiguar.</p><p>A crítica é que Marinho poderia ter sua autonomia comprometida no comando do Senado pela relação com Flávio, que deixou o país e está nos Estados Unidos. Essa é uma avaliação de integrantes da oposição, e não uma posição unificada dos partidos.</p><p>Um interlocutor de Alcolumbre considera que o atual presidente já reúne os 41 votos necessários para vencer, inclusive com apoios dentro do PL. A afirmação não veio acompanhada de uma relação pública de senadores comprometidos com sua candidatura.</p><h3>Anistia faz parte das articulações</h3><p>Nas tentativas de aproximação com a oposição, Alcolumbre tem discutido a possibilidade de pautar um projeto de anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.</p><p>Uma liderança do PL afirmou, nos bastidores, que a negociação poderia beneficiar os condenados e também evitar uma apuração no Senado sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos no Supremo Tribunal Federal.</p><p>A possibilidade não representa um acordo fechado. Embora tenha apoio de parlamentares como Otto Alencar, a proposta de anistia enfrenta resistência de partidos como o MDB.</p>
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