ESPORTES Vôlei: atleta trans se manifesta após ser proibida de atuar no Brasil
Tifanny Abreu, atleta de vôlei transexual, voltou a se manifestar sobre seu futuro no esporte. Em publicação nas redes sociais na noite deste domingo, 1º, a atleta reafirmou a intenção de continuar atuando profissionalmente, mesmo diante das decisões que a impedem de disputar competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).
“Em novembro, carregarei comigo a coragem de resistir, a dignidade de existir e o amor por uma profissão que escolhi exercer com verdade, respeito e carinho”, escreveu a jogadora.
Tudo sobre Esportes em primeira mão!Em outro trecho da publicação, Tifanny reforçou que não pretende abandonar a modalidade. “Eu continuo aqui. Existindo, resistindo e acreditando”, declarou. A atleta também afirmou que os obstáculos não vão apagar sua vontade de permanecer no esporte.
Entenda o caso
A manifestação ocorre após uma sequência de decisões judiciais envolvendo a participação da jogadora nas competições da CBV. No dia 16 de outubro, Tifanny conseguiu uma liminar na Justiça comum que autorizava sua atuação na Supercopa e na Superliga.
Com a decisão, a oposta entrou em quadra na final da Supercopa, contra o Praia Clube. Ela marcou 15 pontos na vitória do Osasco por 3 sets a 0, que garantiu o título à equipe. Tifanny ainda recebeu o Troféu VivaVôlei, concedido à melhor jogadora da partida.
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A autorização, no entanto, foi suspensa em 23 de outubro pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Na mesma data, a Justiça Desportiva negou, por unanimidade, o mandado de garantia apresentado pela atleta.
Com as duas decisões, Tifanny ficou sem condição de jogo nas competições organizadas pela CBV. A defesa da jogadora informou que pretende recorrer à Justiça comum.
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