SUS amplia radioterapia com 105 aceleradores lineares para tratar o câncer
A meta do programa é ampliar em pelo menos 25% a capacidade de atendimento em até um ano
O governo federal viabilizou 105 aceleradores lineares para hospitais brasileiros entre 2023 e 2026, dos quais 55 já haviam sido entregues até outubro deste ano. A iniciativa busca ampliar o acesso à radioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reduzir filas e diminuir a necessidade de deslocamento de pacientes com câncer para outros municípios e estados.
Segundo o Ministério da Saúde, a previsão é entregar 70 equipamentos até o fim de 2026. Os aparelhos permitem direcionar a radiação aos tumores, contribuindo para o tratamento oncológico com maior precisão.
Em abril, cinco novos aceleradores foram inaugurados em Presidente Prudente (SP), Teresópolis (RJ), Jaraguá do Sul (SC), Lajeado (RS) e Anápolis (GO), com investimento federal de R$ 58,8 milhões. Em junho, novas entregas contemplaram unidades em São Paulo, Sinop (MT), Fortaleza (CE) e Teresina (PI).
Expansão no Norte
Em outubro, Roraima passou a oferecer radioterapia pelo SUS dentro do próprio estado, com a instalação de um acelerador linear no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista. O investimento foi de R$ 17 milhões, com previsão de atender 500 pacientes por ano e beneficiar a população dos 15 municípios roraimenses.
A expansão faz parte da estratégia federal de reduzir desigualdades regionais no tratamento do câncer, priorizando áreas com menor oferta de serviços especializados.
Como funciona o plano
O Plano de Expansão da Radioterapia no SUS, vinculado ao Novo PAC, prevê a instalação de novos equipamentos, a substituição de máquinas obsoletas e o aproveitamento de estruturas hospitalares preparadas para receber a tecnologia.
A meta do programa é ampliar em pelo menos 25% a capacidade de atendimento em até um ano após a instalação dos novos aparelhos.
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