EX-GALÃAntes e depois de Daniel Vorcaro viraliza e provoca comentários nas redes sociais Ex-dono do Banco Master aparece com visual completamente diferente após passagem pelo sistema prisional.
Uma comparação entre fotografias de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, antes e depois da prisão viralizou nas redes sociais neste domingo (1º). O empresário, que costumava aparecer em público com cabelos volumosos, barba bem desenhada e roupas sofisticadas, agora chama atenção pelo visual mais simples, com cabelos curtos, rosto sem barba e roupas do sistema prisional.
Uma das montagens que circulam na internet traz a frase: “Ficou só VOR, o caro se foi”, em uma brincadeira com o sobrenome do empresário. A publicação provocou uma série de comentários e compartilhamentos.
A mudança na aparência, entretanto, não é recente. As primeiras fotografias de Vorcaro no sistema prisional foram divulgadas em março deste ano, depois que ele foi detido durante uma operação da Polícia Federal (PF).
Por que Daniel Vorcaro mudou de aparência?
As imagens divulgadas após a prisão mostram o empresário sem barba e bigode, com os cabelos cortados e vestindo camiseta branca. A transformação ocorreu durante os procedimentos de ingresso no sistema prisional paulista.
Os registros foram feitos no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, na Grande São Paulo. Na ocasião, a defesa de Vorcaro manifestou indignação com o vazamento das fotografias e afirmou que pediria a abertura de uma investigação para identificar os responsáveis pela divulgação.
Segundo os advogados, a exposição das imagens teria como objetivo constranger e desgastar a imagem do empresário.
A comparação que voltou a circular agora recupera justamente esses registros, contrastando com fotografias anteriores nas quais Vorcaro aparecia com cabelo penteado para trás, barba e roupas de grife.
Prisão e investigação do Banco Master
Daniel Vorcaro foi preso preventivamente em 4 de março de 2026, durante uma nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e operações com o Banco de Brasília (BRB).
Depois de passar por unidades prisionais em São Paulo, o empresário foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No fim de outubro, a Polícia Federal concluiu um dos inquéritos da investigação e indiciou Vorcaro e outras 14 pessoas por suspeitas de crimes financeiros.
Segundo a PF, entre julho de 2024 e outubro de 2025, o Banco Master transferiu aproximadamente R$ 17,5 bilhões em ativos ao BRB. Desse total, pelo menos R$ 12,2 bilhões não teriam comprovação de existência, conforme os investigadores.
Vorcaro é suspeito de gestão fraudulenta, fraude à fiscalização, lavagem de dinheiro, indução a erro em operação financeira e participação em organização criminosa. O indiciamento não representa condenação, e as acusações ainda dependem de análise da Justiça.
O caso segue em investigação e tem provocado repercussão nacional pelos valores envolvidos e pelos desdobramentos no sistema financeiro brasileiro.
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