CotidianoEleitores dos EUA vão às urnas nesta terça-feira em eleições para o Congresso e governos estaduais Disputa vai definir as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 vagas no Senado e governos de 36 estados. Resultado pode influenciar a relação de Donald Trump com o Legislativo e ter reflexos no Brasil.
Cerca de 210 milhões de eleitores dos Estados Unidos vão às urnas a partir desta terça-feira (3) para participar das eleições legislativas de meio de mandato (midterms). A votação vai renovar todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e escolher governadores em 36 dos 50 estados americanos.
O pleito ocorre durante o governo do presidente Donald Trump e será decisivo para definir a composição do Congresso nos próximos dois anos. Atualmente, os republicanos possuem maioria nas duas casas legislativas, o que facilita a aprovação de propostas da Casa Branca.
Os democratas buscam conquistar espaço no Legislativo em meio a questionamentos sobre o custo de vida, a inflação e decisões da política externa americana. Uma mudança na maioria parlamentar poderá ampliar a fiscalização sobre o governo e dificultar a aprovação de projetos de Trump.
Reflexos para o Brasil
O resultado também é acompanhado pelo Brasil devido às recentes tensões entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.
Parlamentares democratas têm cobrado explicações da Casa Branca sobre decisões envolvendo o Brasil, como medidas tarifárias, questionamentos relacionados à atuação da Meta nas eleições brasileiras e a relação de integrantes da família Bolsonaro com o governo americano.
Uma eventual mudança no controle do Congresso poderá ampliar essas cobranças e abrir caminho para investigações parlamentares. A política externa, porém, continua sob influência direta do presidente americano, mesmo quando o partido governista não possui maioria legislativa.
As eleições de meio de mandato ocorrem no meio do mandato presidencial de quatro anos e são consideradas um importante indicador da composição política do país e da capacidade do presidente de conduzir sua agenda.
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
