Flávio Bolsonaro vai a culto em 1ª aparição pública após fugir para os EUA
Flávio deixou o Brasil após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que ele entregasse os passaportes à Polícia Federal, após a derrota para o presidente Lula nas eleições de 2026
Por Agência Estado
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Atualizado às 14:22, 02/11/2026 | Publicado às 13:35, 02/11/2026
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O senador e candidato derrotado do PL às eleições presidenciais do Brasil, Flávio Bolsonaro, compareceu no domingo, 1º de novembro, a um culto evangélico brasileiro no Celeiro Flórida Casa de Oração (Celeiro House of Prayer, em inglês), em sua primeira aparição pública após a fuga para os Estados Unidos. Ele estava ao lado da mulher, Fernanda, do irmão, Eduardo Bolsonaro e da cunhada, Heloísa.
Flávio também esteve junto dos pastores Alice Fernandes e José Maurício Fernandes, conforme divulgação de imagens nas redes sociais do culto supracitado.
Flávio deixou o Brasil após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que ele entregasse os passaportes à Polícia Federal, poucos dias após a derrota para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas eleições presidenciais do Brasil. Ainda no domingo, em publicação nas redes sociais, Flávio disse que não se arrepende de nada do que fez.
No texto, ele volta a falar sobre a intimação para a entrega dos passaportes, ocorrida após visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras", reclamou o candidato derrotado.
Fora do País após perder as eleições presidenciais, Flávio enfrenta uma nova situação jurídica que pode comprometer seu futuro político. Alvo de investigações criminais no STF e de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador está sujeito a desdobramentos que podem resultar em uma eventual condenação penal ou mesmo de inelegibilidade.
A situação ganha um novo contorno com a proximidade do fim do mandato de Flávio como senador da República, que acaba em janeiro de 2027, quando ele ficará sem ocupar um cargo eletivo pela primeira vez em 24 anos e perderá as prerrogativas parlamentares, como o chamado foro privilegiado.
Uma das investigações já levou à imposição de medidas cautelares contra o senador. Na segunda-feira, 26, um dia após sua derrota nas urnas, Flávio foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que também proibiu a saída dele do País e o impediu de manter contato com o advogado Willer Tomaz, amigo do senador.
Flávio negou irregularidades e classificou a medida como uma tentativa de intimidação. Na terça-feira, 27, a PF cancelou os passaportes do parlamentar. A medida ocorreu após Flávio ter viajado para os Estados Unidos.
Outra investigação no Supremo apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. Os recursos destinados à produção foram negociados pelo senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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