Prefeitura exigia exames íntimos de professores para tomar posse; TCE suspende regras

Papanicolau, mamografia e exame de próstata estavam entre as exigências para candidatos aprovados. TCE-RO suspendeu regras após denúncias de possíveis violações à privacidade.
Um concurso público para professores em Rondônia virou alvo de polêmica após exigir exames íntimos dos candidatos aprovados antes da posse. A lista incluía Papanicolau para mulheres, mamografia para candidatas acima de 40 anos e exame de próstata para homens da mesma faixa etária.
Diante da repercussão e de questionamentos de duas entidades, o Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO) suspendeu provisoriamente parte das exigências do edital da Prefeitura de Guajará-Mirim.
As entidades alegam que os exames são utilizados para rastrear doenças e não comprovam, por si só, a capacidade de alguém para exercer a função de professor. Também apontaram possível discriminação, invasão de privacidade e custos extras para os candidatos, que teriam de pagar pelos procedimentos.
Além dos exames, o edital previa avaliação psiquiátrica e análise de doenças preexistentes e do chamado “prognóstico de vida laboral”, que considera possíveis problemas de saúde no futuro.
O TCE-RO deu 15 dias para a Secretaria Municipal de Educação comprovar a divulgação da decisão ou apresentar medidas para corrigir o edital. O descumprimento pode resultar em multa à secretária.
Apesar da suspensão, as demais etapas do concurso podem continuar, incluindo a divulgação do resultado final e a homologação. A decisão é provisória e vale até uma nova manifestação do tribunal.
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