PREPARAÇÃO PARA O ENEMEnem 2026: erros na reta final podem prejudicar seu desempenho; veja como evitar Além de revisar os conteúdos, candidatos precisam cuidar da saúde física e mental antes do Enem.
Com a aproximação do Enem 2026, os estudantes precisam ir além da revisão dos conteúdos para chegar preparados ao dia da prova. Sono adequado, alimentação equilibrada, hidratação e atividades físicas moderadas também fazem parte da preparação para enfrentar horas de avaliação.
A primeira etapa do exame será realizada em 8 de novembro, com duração de cinco horas e meia. Os candidatos terão de responder às questões de linguagens e ciências humanas, além de produzir a redação. No segundo domingo, serão cinco horas para resolver as provas de ciências da natureza e matemática.
Diante da maratona de questões, especialistas recomendam que os participantes organizem uma rotina de cuidados físicos e mentais para evitar o desgaste na reta final.
Sono ajuda a fixar o conteúdo estudado
Dormir bem não significa perder tempo que poderia ser utilizado nos estudos. Durante o descanso, o cérebro organiza e processa informações adquiridas ao longo do dia, contribuindo para a consolidação da memória.
A neurologista Eline Barbosa, integrante do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, explica que as revisões de última hora não substituem o descanso necessário para fixar o aprendizado.
“A revisão de última hora pode até ajudar a recuperar informações no curto prazo, mas isso não substitui o aprendizado consolidado com estudo e descanso adequados”, explica.
Para quem tem o hábito de dormir e acordar tarde, a recomendação é evitar mudanças repentinas nos horários. Segundo Barbosa, o relógio biológico precisa de tempo para se adaptar, e alterações bruscas podem provocar sonolência em horários inadequados.
Alimentação equilibrada evita desconfortos na prova
Outro cuidado importante é manter uma alimentação equilibrada nos dias que antecedem o exame. A nutricionista Irani Gomes dos Santos, coordenadora de graduação em Nutrição da Faculdade Santa Marcelina, recomenda refeições com fontes de carboidratos, proteínas, frutas e hortaliças.
Dietas restritivas e suplementos sem orientação profissional devem ser evitados. Na refeição antes da prova, o ideal é comer o suficiente para saciar a fome, sem exagerar na quantidade.
A orientação é fazer a refeição entre uma e duas horas antes do exame, considerando a quantidade consumida e a tolerância individual. O jejum pode provocar fraqueza, enquanto alimentos muito gordurosos ou refeições volumosas podem causar desconforto digestivo.
A nutricionista Ana Paula Leal, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, também recomenda evitar alimentos que costumam provocar azia ou alterações intestinais.
“O nervosismo já pode alterar o apetite e o funcionamento intestinal. Se a pessoa ainda acrescenta um alimento que não sabe como vai tolerar, aumenta a possibilidade de desconforto justamente durante a prova”, alerta.
Exercícios físicos devem ser moderados
Quem mantém uma rotina de atividades físicas não precisa abandonar os exercícios na reta final do Enem. Entretanto, o ideal é reduzir a intensidade caso exista cansaço acumulado e evitar treinos exaustivos que possam provocar dores nos dias seguintes.
Para estudantes sedentários, caminhadas leves ou moderadas podem ajudar a aliviar a tensão sem exigir grande esforço físico.
O profissional de educação física Matheus Vianna recomenda escolher atividades que proporcionem bem-estar, em vez de aumentar o desgaste do organismo.
“Minha orientação é escolher uma atividade que deixe o estudante se sentindo melhor depois, e não mais cansado”, aconselha.
Na véspera do exame, Vianna sugere uma caminhada tranquila de 10 a 20 minutos. Já na manhã da prova, a atividade é opcional e não deve comprometer o horário de descanso ou a saída de casa.
Pausas durante os estudos ajudam a aliviar a tensão
Passar muitas horas sentado também pode provocar desconfortos musculares. Por isso, a recomendação é fazer pequenas pausas de dois a cinco minutos a cada 30 ou 60 minutos de estudo, conforme a necessidade.
Levantar, caminhar um pouco, movimentar os ombros e alongar suavemente os tornozelos são algumas alternativas para interromper o tempo prolongado na mesma posição.
Também é importante observar sinais de tensão, como apertar a mandíbula ou manter os músculos contraídos por muito tempo.
Hidratação e cafeína exigem atenção
Manter o consumo regular de água é outro cuidado importante para os candidatos. A hidratação deve começar nos dias anteriores ao exame e continuar na manhã da prova.
Durante a avaliação, a orientação é beber pequenos volumes conforme a sede, evitando tanto o consumo excessivo de uma só vez quanto a restrição exagerada de líquidos.
A cafeína também merece atenção. Embora possa aumentar temporariamente o estado de alerta, o café não garante melhora no desempenho cognitivo.
“Quem já toma café deve evitar aumentar a dose às vésperas e no próprio dia da prova”, orienta a nutricionista Irani Gomes dos Santos.
O excesso pode provocar ansiedade, tremores, palpitações e desconfortos gastrointestinais. O consumo de energéticos também não é recomendado para adolescentes.
A orientação dos especialistas é priorizar o descanso, a alimentação e os cuidados com o organismo para chegar ao exame com melhores condições físicas e mentais.
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