Voto feminino

Nesta terça-feira, 3 de novembro, celebra-se o dia da instituição do direito de voto da mulher no Brasil. As mulheres conquistaram o direito ao voto por meio do Código Eleitoral – aprovado pelo Decreto 21.076/1932. A conquista uniu o público feminino ao processo social e político brasileiro. O direito ao voto feminino foi conquistado no Brasil antes da maioria dos países latino-americanos.
Marco histórico
Ainda nesse mote político, a governadora reeleita no Acre é uma das três mulheres que conquistaram a cadeira do governo nestas eleições de 2026. As eleitas são: Raquel Lyra (PE), Celina Leão (DF) e Mailza Assis (AC), que registraram um novo marco nas eleições no Brasil. Após um hiato de 20 anos, o país voltou a eleger três mulheres para liderança de governos estaduais no mesmo pleito.
Apocalipse Climático com Risco de Apagão
A Aneel já publicou suas previsões para o El Niño de 2026/2027 e o cenário para a Amazônia parece o roteiro de um filme catástrofe: secas de rachar a terra, rios que viram riachos, fumaça no horizonte e um pesadelo logístico para transportar combustível. A agência recomendou que as empresas de energia reforcem suas defesas para o que der e vier. Afinal, de nada adianta ter a internet mais rápida do Brasil se a gente tiver que rodar o modem a manivela.
O Malabarismo Tributário das Águas
Num raro lampejo de compaixão burocrática, a Agência Nacional de Águas (ANA) resolveu intervir para que a reforma tributária de 2027 não afogue o cidadão em bitributação. A ordem divina é que, até 15 de novembro, as reguladoras arranquem os finados PIS/Pasep e Cofins das tarifas de água e esgoto, anunciando o feito aos consumidores até 2 de dezembro. A ideia é evitar a aberração de cobrar impostos antigos e novos ao mesmo tempo. Mas guarde o champanhe: a nota técnica faz questão de avisar que essa faxina nas contas não significa, necessariamente, que o boleto no fim do mês vai ficar mais barato. É o velho ditado governamental: a gente ajusta a fórmula, você continua pagando a conta.
Coração sem o L de Lula
Agora começo a entender por que os bolsonaristas diziam que votar em Lula para a reeleição era um teste para cardíacos. Uma semana depois, os presentinhos de grego começam a chegar. Mas calma! Antes de colocar a culpa no Lula e sair fazendo o L, vale lembrar que o reajuste do ICMS é uma decisão dos estados. No Acre, portanto, o gesto adequado para protestar contra o aumento é *faz o coração* da Mailza.
Festival da Cerveja
Chegaram a esta coluna certos rumores — ainda carentes de homologação oficial, ressalte-se — de que o ilustre prefeito de Rodrigues Alves, Sr. Salatiel Magalhães, cuja peculiar gestão e flexibilidade no calendário de pagamentos do funcionalismo público já se tornaram folclóricas, teria atuado como um verdadeiro mecenas da hidratação alcoólica. Conta-se que o alcaide financiou generosas rodadas de cerveja em temperatura ideal para apaziguar os ânimos de um grupo que fora cobrar faturas pendentes. O débito em questão? Uma suposta justa remuneração aos valorosos cidadãos que “prestaram auxílio na logística cívica” no dia da eleição de Mailza. Diante de tamanha criatividade contábil, em que falta verba para o contracheque, mas sobra para a cevada, fica a indagação: *a regra é clara, Arnaldo, ou precisaremos acionar o VAR eleitoral?*

Black Friday e o Boicote às Avessas
O ecossistema do varejo em Cruzeiro do Sul encontra-se em absoluta polvorosa com uma *Black Friday antecipada*, capaz de formar aglomerações épicas nas calçadas. Contudo, o grande destaque do evento foi o fascinante fenômeno do *”boicote reverso”*. Uma determinada loja, agraciada com a inclusão em uma certa lista de restrições partidárias, acabou recebendo a melhor, mais eficaz e mais barata campanha de marketing do ano. A antipropaganda teve tamanho sucesso que, três horas antes de o estabelecimento abrir suas portas, a fila já exibia proporções quilométricas. O resultado de tamanha “rejeição”? A astuta empresária liquidou um estoque de duas mil taças de vinho em assombrosos 20 minutos. Pelo visto, a polarização política tem deixado a população com uma sede danada — e todos fazem questão de brindar na vidraria adequada.
Arroba da vaca sobe no Acre
A arroba da vaca gorda subiu no Acre e foi cotada a R$ 326,50 à vista na sexta-feira (30), segundo a Scot Consultoria. Entre as praças acompanhadas, só Roraima pagou menos, e Dourados (MS) pagou R$ 31,50 a mais. O estado tem potencial para crescer no mercado de carne, inclusive na exportação, mas a tabela se repete. O Acre subiu junto com quase todo mundo e manteve o lugar de sempre.
Critica no feed, procura cargo nos bastidores
Durante o segundo turno da disputa pelo governo do Acre, um defensor de Alan Rick manteve nas redes sociais uma rotina de críticas a Mailza Assis e de elogios ao adversário dela. Passada a eleição, o mesmo personagem já circula nos bastidores à procura de espaço no próximo governo. Na rede social, ele segue contra. Na repartição, quer entrar.
Ele não vai não… Vai não!
Diz a sabedoria popular que, a cada alvorecer, saem às ruas um exímio estrategista e um cidadão dotado de um otimismo excessivamente ingênuo. Neste curioso xadrez político, o PL, sem dúvida, interpretou o papel da mente astuta com maestria. Já o nosso estimado Luz abraçou, com louvor, a posição do eterno romântico. O resultado dessa brilhante articulação?

O ilustre bolsonarista conquistou um formidável duplo revés: foi gentilmente poupado do fardo de ocupar uma cadeira na Câmara Municipal e, por essas coincidências do destino, também foi eximido da necessidade de retornar à gestão do prezado Alysson. É, sem dúvida, uma verdadeira aula magna de como alcançar o sucesso absoluto, porém, às avessas. Mas como diz o amigo mais perto, segue o líder (derrotado) Bolsonaro!
O Xadrez (e o Truco) da Câmara
A discrição sepulcral da assessoria de Alysson Bestene sobre a Mesa Diretora da Câmara é a prova de que a calculadora política está fritando. O discurso oficial de que o prefeito apoiará “um progressista” é uma daquelas charadas que apontam para três alvos: Aiache, Elzinha e Bruno Moraes.
Bom aprendiz
Seguindo a doutrina do saudoso Barão de Mesquita — que pregava a política do “ao inimigo, nem um copo d’água” —, Bruno Moraes já larga na lanterna. O motivo? Seu cordão umbilical com o senador Marcio Bittar. Não que Bittar seja o grande nêmesis de Alysson, que absurdo! Mas quem já calçou as chuteiras mirando a reeleição em 2028 e o Palácio Rio Branco em 2030 não pode brincar em serviço. Falta, claro, combinar com os russos (também conhecidos como “eleitores”), mas a trombada entre Alysson e Bittar é uma tragédia anunciada. Nesse bolão, Elzinha larga com vantagem. O motivo é uma tacada de mestre: Bestene pode despachar Aiache para a Secretaria de Saúde, abrindo a vaga na Câmara para N. Lima. É a velha arte de fazer cortesia com o chapéu alheio, faturando capital político num terreno para lá de estratégico.
Velozes, Furiosos e Bananeiros
A gestão de trânsito do prefeito Alysson parece estar sendo desenhada por alguém que tem saudade de um engavetamento. *Exemplo número um*: o milagre da multiplicação do asfalto na Estrada Jarbas Passarinho. A via estreita agora virou pista de decolagem para carretas e caminhões em alta velocidade, que logo transformarão a obra recente num queijo suíço. *Exemplo número dois:* que gênio teve a brilhante ideia de arrancar a lombada elevada em frente ao Araújo Mix, na Dias Martins? Parece que a memória das antigas colisões sumiu junto com o concreto. Se isso não for um plano maquiavélico da Prefeitura para ressuscitar o uso de radares (que, sejamos francos, já passou da hora), é apenas um convite VIP para a imprudência. As leis de trânsito foram tratadas como lenda urbana entre 2018 e 2022; está na hora de as autoridades pararem de ter peninha de quem dirige mal.
Vende-se banana
E por falar em direção criativa, vender banana para garantir o pirão do dia é sagrado. O problema é a clientela. Tem motorista tão sem noção que resolve estacionar a condução *no meio da rotatória* para escolher a penca perfeita. Se algum fiscal da RBTrans estiver entediado e quiser justificar o contracheque, é só dar um pulo na rotatória que dá acesso ao Conjunto Ouricuri, em frente ao Super Econômico. A infração vem pronta.
Amor Além da Vida
Voltando aos pitorescos anos 80, o rolê principal para quem visitava o Cemitério São João Batista era a rua Rio de Janeiro, onde a floricultura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro já tratava de aglomerar as carpideiras. A rua Ladislau Ferreira, coladinha aos muros do cemitério, era apenas uma via de barro esquecida por Deus — mas muito frequentada por jovens com os hormônios em ebulição e o bolso vazio. Aquela lateral virou o “motel a céu aberto” oficial da cidade.
Na véspera de um feriado de Finados, um casalzinho foi testar o limite entre o desejo e o sobrenatural. O rapaz, pura testosterona; a moça, paralisada pelo pavor de estar fazendo indecências a dois palmos das almas penadas (e olha que ela não era nenhuma noviça). Para coroar o clima fúnebre-erótico, o rádio de um vizinho esbravejava a “Ave, Maria” na voz de Dom Moacir.

De repente, entre os sussurros e gemidos de um amasso que nem tinha engatado a segunda marcha, os peões da Semsur, que faziam a limpeza projetada para o feriado, decidiram dar o ar da graça. No meio de uma sinfonia de enxadas raspando no chão e mato sendo cortado, um dos trabalhadores soltou o brado retumbante: “Eu vou dar uma terçadada nesse morto!”.
Nunca saberemos se foi puro acaso ou se os lixeiros estavam trollando os pombinhos. A única certeza é que a paixão morreu na hora. É como dizem: quem quer economizar no motel acaba levando um susto de matar!

Quórum
Se em uma semana normal, sem nenhum feriadão, a Câmara de Vereadores em Rio Branco já costuma encerrar sessão por falta de quórum, imagine só após quatro longos dias de descanso, hein? Será que nesta terça-feira vamos repetir a dose ou seremos surpreendidos com a presença em massa dos ilustres ‘convidados’?
Insônia
O vício em remédios para dormir tem atingido inúmeros jovens e adultos no Acre. Nas farmácias de Rio Branco, por exemplo, exemplares de substâncias (naturais ou não) já são colocadas logo na entrada dos estabelecimentos, reforçando a ideia de que a procura tem sido bastante expressiva.
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
