Entretenimento Jaú é campeão do XXVII Eco-Festival do Peixe-Boi
Novo Airão (AM) – Com o tema “Elo”, o peixe-boi Jaú, das cores verde e preto, sagrou-se campeão do XXVII Eco-Festival do Peixe-Boi em Novo Airão (município distante 200 quilômetros de Manaus) e décimo segundo título de sua história. A agremiação levou à Lagoa do Peixe-Boi um espetáculo que buscou a reconexão do homem com a natureza, pautada nos saberes ancestrais e cosmovisão dos povos originários.
Na apuração de notas, realizada nesta segunda-feira (2) no Anfiteatro da Praça Municipal Hugo Carlos Frederico, ao final o Jaú obteve a somatória total de 359,8 pontos, contra 358,6 do Anavilhanas. Uma diferença de 1,2 pontos entre os peixes-bois. Nenhuma das agremiações foi impugnada e terminaram as apresentações dentro do tempo regulamentar de 2 horas.
Para Thyago Cavalcante, membro da Comissão de Arte do Jaú, o sentimento é de dever cumprido, em contribuir para a retomada do título de campeão do Jaú, para devolver o sentimento de vitória para a galera verde e preta e, principalmente, pelo espetáculo “Elo” ter saído conforme o planejado.
“É uma felicidade imensurável no coração! Deus nos abençoou e nos permitiu executar tudo o que estava planejado e exatamente da maneira que pensamos nesses meses de preparação. Tudo o que nasceu a partir das ideias da Comissão de Artes e, com a execução de nossos artistas, nos levou a mais essa conquista. Novo airão nesse momento está em festa em verde e preto. Agora é só comemorar mais uma vitória para o peixe-boi Jaú”, declarou Cavalcante.
Após o anúncio oficial e recebimento do troféu de campeão do XXVII Eco-Festival do Peixe-Boi, torcedores, itens, conselheiros de arte e diretoria do Jaú tomaram as ruas de Novo Airão, em comemoração pelo título.
O espetáculo “Elo”

Protagonizado em cinco atos, “Elo” foi apresentado na Lagoa do Peixe-Boi, no último sábado (31), com a proposta da busca pela conexão perdida entre o homem e a natureza. Em sua apresentação, o Jaú levantou o discurso de que a humanidade deixou de reconhecer a natureza como parte de si mesma e isso ocasionou crises ambientais, políticas, econômicas e sociais.
O espetáculo da agremiação verde e preta, inspirado pelos saberes indígenas, convidou o público a refletir sobre diversos temas contemporâneos. Durante os atos, o Jaú defendeu que a degradação ambiental não afeta apenas a floresta, mas o próprio ser humano, que precisa se reconhecer como parte integrante desse equilíbrio para romper o ciclo de destruição.
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