FGV: Confiança empresarial cai 0,3 ponto em outubro, a quarta queda seguida
O ICE (Índice de Confiança Empresarial) recuou 0,3 ponto em outubro ante setembro, para 89,8 pontos, informou o Ibre FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o quarto declínio seguido.
Em médias móveis trimestrais, o indicador manteve a tendência de queda, com recuo de 0,6 ponto, a segunda baixa consecutiva. Na comparação com outubro do ano passado, o índice apresentou queda de 0,6 ponto.
“A confiança empresarial recuou em outubro pelo quarto mês consecutivo, indicando continuidade da tendência de enfraquecimento do nível de atividade ao início do quarto trimestre, com destaque negativo para a Indústria”, disse Aloisio Campelo Jr., pesquisador do Ibre/FGV, em nota.
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De acordo com o economista, as avaliações sobre a situação atual seguiram em baixa, mas as perspectivas para os próximos meses melhoraram.
Com isso, o IE (Índice de Expectativas) superou o ISA (Índice da Situação Atual) pela primeira vez desde setembro de 2024, cita.
“No entanto, a alta do IE foi puxada pelo componente que mede a tendência dos negócios seis meses à frente, o que torna difícil separar uma melhora efetiva das perspectivas de um efeito ligado ao fim do período eleitoral”, concluiu Campelo Jr.
O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção.
O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo a FGV, o objetivo é permitir uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.
O ISA-E (Índice de Situação Atual Empresarial) recuou 1,1 ponto em outubro ante setembro, para 89,6 pontos, acumulando perda de 4,5 pontos nos últimos quatro meses.
Entre seus componentes, o indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios caiu 1,2 ponto, para 87,8 pontos, enquanto o indicador que mede o nível de demanda no momento presente recuou 1,0 ponto, para 91,4 pontos.
O IE-E (Índice de Expectativas Empresariais), por sua vez, avançou 0,6 ponto no mês, para 90,2 pontos, encerrando uma sequência de três meses de quedas, período em que acumulou perda de 1,5 ponto.
Entre seus componentes, o indicador que mede o otimismo com a demanda nos três meses seguintes ficou estável em 87,2 pontos, enquanto o indicador que capta as expectativas em relação à evolução dos negócios seis meses à frente subiu 1,2 ponto, para 93,4 pontos.
A confiança empresarial subiu em três dos quatro setores pesquisados em outubro. A maior alta foi registrada no Comércio, cujo índice subiu 1,8 ponto, para 83,1 pontos.
Os índices de Serviços e Construção ficaram próximos da estabilidade, com avanços de 0,1 e 0,2 ponto, para 88,2 e 90,7 pontos, respectivamente. Já a confiança da Indústria recuou 0,3 ponto, para 91,0 pontos.
Em outubro, a confiança empresarial registrou alta em 24 dos 49 segmentos integrantes do ICE, uma disseminação superior à observada no mês anterior. O destaque positivo foi o setor de Serviços, em que 54% dos segmentos registraram alta da confiança.
A coleta de dados para a edição de outubro de 2026 ocorreu entre os dias 1º e 27 do mês.
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