Fora da Superliga, Tifanny Abreu faz novo desabafo nas redes: ‘resistir também é viver’
Impedida de disputar a Superliga feminina de vôlei 2026/27 após a mudança nas regras de elegibilidade da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Tifanny Abreu, do Osasco, voltou a se manifestar sobre o caso. Pouco mais de uma semana depois de perder na Justiça o direito de atuar na competição, a jogadora de 41 anos publicou um desabafo nas redes sociais, agradeceu o apoio recebido e deixou claro que não pretende desistir de sua trajetória no vôlei.
Na publicação feita no Instagram, Tifanny compartilhou uma reflexão da ponteira Gabi Guimarães, capitã da seleção brasileira, sobre a importância de ter pessoas ao lado nos momentos difíceis.
"Existem batalhas que não escolhemos enfrentar. E, no meio delas, se revela quem permanece, quem estende a mão, quem tem coragem de se posicionar e quem escolhe caminhar ao nosso lado, mesmo quando seria mais fácil se afastar", escreveu.
Ao longo do desabafo, a oposta também citou o livro "Em Busca de Mim", da atriz Viola Davis, e destacou que a disputa vai além de sua presença nas quadras.
"Tenho descoberto que algumas lutas dizem respeito à dignidade, ao respeito e ao direito de continuar ocupando os espaços", afirmou.
Mesmo sem uma definição sobre seu futuro na Superliga Feminina, Tifanny reforçou que pretende seguir lutando por seus direitos e agradeceu às pessoas que permaneceram ao seu lado.
"Não sei quanto tempo essa batalha ainda vai durar, mas sei que minha existência não pode ser resumida às dificuldades que tentam me impor. Resistir também é viver. É permanecer. É acreditar que ainda existem caminhos possíveis, mesmo quando tentam fechar todas as portas", declarou.
"E se hoje sigo resistindo, é porque ainda tenho muito a viver, a trabalhar e a realizar. Obrigado a cada pessoa que escolheu permanecer ao meu lado neste momento", concluiu.
Tifanny Abreu fora da Superliga
A oposta Tifanny Abreu está impedida de disputar a Superliga Feminina e outras competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) devido à nova política de elegibilidade adotada pela entidade em agosto deste ano. A regra restringe a participação nos torneios femininos às atletas de sexo biológico feminino, o que impede a inscrição da jogadora transgênero.
No dia 16 de outubro, Tifanny conseguiu uma liminar no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que autorizava sua participação nas competições. Com a decisão favorável, a atleta defendeu o Osasco na Supercopa Feminina, contra o Praia Clube, e na estreia da Superliga, diante do Brasília.
No entanto, a situação mudou no dia 24 de outubro, quando o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) manteve a restrição imposta pela CBV. Posteriormente, a liminar que permitia a participação de Tifanny foi derrubada pela Justiça comum, deixando a jogadora novamente fora das competições.
O caso ainda não foi encerrado. A defesa da atleta busca uma reconsideração da decisão, enquanto aguarda o julgamento definitivo na Justiça comum.
Segundo a CBV, a nova política de elegibilidade foi adotada para alinhar as competições nacionais às diretrizes técnicas do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).
Tifanny chegou a disputar jogos pelo Osasco
Antes de ser novamente impedida de atuar, Tifanny havia conseguido uma liminar favorável no TJ-RJ, no dia 16 de outubro. A decisão permitiu que a jogadora participasse das competições da CBV, após ter seu nome excluído da lista de atletas com inscrição deferida.
Com a autorização judicial, a oposta entrou em quadra na Supercopa Feminina, diante do Praia Clube, e também participou da estreia do Osasco na Superliga, contra o Brasília.
Tifanny também conquistou o Campeonato Paulista pelo Osasco, competição na qual teve autorização para atuar mesmo após a implementação das novas regras da CBV.
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