Visita ao túmulo de Senna antecedeu título histórico de Kimi Antonelli na F1
Uma homenagem a Ayrton Senna feita em São Paulo ganhou um novo significado após a conquista histórica de Kimi Antonelli na Fórmula 1. Em 5 de novembro de 2025, o então jovem piloto da Mercedes visitou o túmulo do tricampeão brasileiro no Cemitério do Morumbi, na zona sul da Capital paulista. Menos de um ano depois, em 1º de novembro de 2026, o italiano conquistou o Mundial de Pilotos e estabeleceu um novo recorde na categoria.
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A visita aconteceu durante a semana do Grande Prêmio de São Paulo. Na ocasião, Antonelli tinha 19 anos e fazia sua primeira temporada como titular da Mercedes. Fã declarado de Senna, ele aproveitou um período de folga para prestar homenagem ao brasileiro, que morreu em 1994, durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola.
O italiano chegou a retornar ao cemitério duas vezes no mesmo dia. Na segunda visita, acompanhado de seu treinador, passou um período no local lendo um livro sobre a trajetória do ídolo. Em entrevista ao portal ge, Antonelli explicou que procurava um ambiente tranquilo antes das atividades da corrida.
O piloto também contou que conheceu a história de Senna ainda criança, assistindo a gravações de antigas corridas de Fórmula 1 ao lado do pai. A admiração não ficou restrita às lembranças. Antonelli escolheu competir com o número 12, a mesma identificação utilizada pelo brasileiro em suas passagens pela Lotus e pela McLaren.
Recorde histórico na Fórmula 1
A homenagem feita em 2025 antecedeu uma temporada que terminou com Antonelli no topo do automobilismo mundial. O italiano confirmou o primeiro título de sua carreira ao terminar o Grande Prêmio do México, no domingo (1º), na terceira colocação. O resultado foi suficiente para garantir matematicamente o campeonato.
Aos 20 anos, Antonelli superou o alemão Sebastian Vettel e passou a ser o piloto mais jovem a conquistar o título mundial da Fórmula 1. Vettel havia estabelecido a marca anterior em 2010, quando foi campeão aos 23 anos e 134 dias.
A conquista também encerrou um longo período sem um campeão italiano na categoria. O último havia sido Alberto Ascari, em 1953. Antonelli tornou-se o primeiro piloto da Itália a conquistar o Mundial desde então.
Senna continua presente nas novas gerações
Ayrton Senna conquistou três títulos mundiais, em 1988, 1990 e 1991, e se tornou um dos maiores nomes da história do automobilismo. Sua trajetória continua influenciando pilotos que não chegaram a acompanhar suas corridas ao vivo.
Antonelli nasceu em agosto de 2006, mais de 12 anos depois da morte do brasileiro. Mesmo assim, construiu sua admiração a partir de vídeos, registros históricos e relatos sobre a carreira do tricampeão.
A escolha do número 12 e a visita ao túmulo mostram como a história de Senna permanece presente no ambiente da Fórmula 1. Agora, com o título mundial e o recorde de precocidade, Antonelli passa a escrever seu próprio capítulo na história do esporte.
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