PolíticaDeputado de Roraima se revolta com classificação de desenhos bíblicos como impróprios para menores de 12 anos Governo Federal restringe desenhos bíblicos, e deputado fala em intolerância religiosa
O deputado estadual Rogério Borges (Republicanos) criticou, durante sessão desta terça-feira (3) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), a decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública de reclassificar o programa “Record Kids – Desenhos Bíblicos”, que passou da classificação livre para não recomendado para menores de 12 anos.
A mudança foi estabelecida pela Portaria nº 2.272/2026, publicada no Diário Oficial da União em 28 de outubro. Além da nova classificação, o ministério recomendou que a atração seja exibida a partir das 20h na televisão aberta. Anteriormente, o programa era apresentado às 9h.
Ao utilizar a tribuna, Borges demonstrou indignação com a medida e questionou os critérios adotados pelo Governo Federal. Segundo o parlamentar, a programação é composta exclusivamente por desenhos com histórias bíblicas e não deveria receber essa classificação.
O deputado comparou a decisão com a classificação de conteúdos exibidos durante o Carnaval e em programas de entretenimento, como o Big Brother Brasil. Ele argumentou que determinadas atrações apresentam cenas de exposição corporal e consumo de bebidas alcoólicas em horários diurnos, sem receber restrições semelhantes.
“Enquanto isso, no Carnaval, em fevereiro, as TVs colocam inserções durante a manhã e a tarde, com mulheres seminuas, encenações de Cristo sendo arrastado pela avenida, mas isso é liberado, classificado como livre. Essa é a nossa indignação”, afirmou.
Borges também associou a decisão ao posicionamento político do governo federal e afirmou que pretende mobilizar esforços para que a reclassificação seja revista. O parlamentar, que tem a defesa da família tradicional brasileira entre suas principais bandeiras, classificou a medida como uma afronta à fé cristã.
“Está infringindo a lei de liberdade de culto, indo ao encontro da fé cristã, intolerância religiosa. Se nos silenciarmos diante dessa afronta, outras coisas piores virão”, declarou.
O que diz a portaria
De acordo com a Coordenação-Geral de Políticas de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a análise identificou no programa conteúdos relacionados a “atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito”.
A classificação indicativa tem caráter informativo e busca orientar pais e responsáveis sobre a adequação dos conteúdos audiovisuais às diferentes faixas etárias. A recomendação de horário também integra as orientações destinadas à exibição de programas na televisão aberta.
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
