Ortiz nega suspensão de voos do TFD e esclarece mal-entendido na Aleac

O empresário Marcelo Ortiz, sócio-proprietário da Ortiz Táxi Aéreo, veio a público rebater as informações divulgadas recentemente sobre uma suposta paralisação dos serviços de transporte aéreo de saúde do programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD) no Acre. A polêmica ganhou o plenário da Assembleia Legislativa do Estado (Aleac) nesta terça-feira, 3, após pronunciamento do deputado Edvaldo Magalhães, que relatou a suspensão de voos entre o município de Jordão e a capital, Rio Branco, afetando pacientes oncológicos.
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De acordo com Marcelo Ortiz, houve um equívoco grave na interpretação dos fatos que chegaram ao conhecimento dos parlamentares. O empresário explicou que o contrato citado com restrições e pagamentos pendentes não pertence à sua empresa, mas sim à Aires Turismo, vencedora do maior contrato estadual voltado ao fornecimento de passagens aéreas.
“Existem vários contratos. Esse contrato aí, em específico, que vocês estão falando que hoje estava suspenso, eram das passagens, entendeu? Nós não vendemos passagens, a gente vende fretamento”, esclareceu o empresário.
Ortiz pontuou que, enquanto a agência de viagens enfrenta tratativas e impasses para a liberação de bilhetes junto à Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), a Ortiz Táxi Aéreo segue operando normalmente os seus serviços de fretamento contratados. O empresário destacou, inclusive, que a empresa realizou recentemente uma remoção médica com destino a São Paulo e mantém os atendimentos programados, ressaltando o risco iminente de sobrecarga caso a confusão persista.
“Nós estamos atendendo hoje […] inclusive com voos para São Paulo, e está atendendo normal. Entendeu? “, pontuou Marcelo.
A repercussão do caso na Aleac também envolveu o deputado governista Tanízio Sá, que acionou o secretário estadual de Saúde, José Bestene, para cobrar esclarecimentos sobre os supostos cancelamentos do TFD. No entanto, de acordo com a direção administrativa e financeira da Sesacre, representada por Aurimar, o órgão não emitiu nenhuma confirmação oficial de corte nos serviços da Ortiz, reforçando a tese de que houve desinformação originada no âmbito legislativo.
Com a manifestação da empresa, a direção da Ortiz Táxi Aéreo espera retificar as informações debatidas no parlamento estadual para resguardar a imagem da companhia e tranquilizar os pacientes que dependem do transporte médico no Acre.
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