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04/11/2026 04:01

Trump critica pesquisa da Fox News e classifica perguntas como 'injustas'

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O presidente também afirmou que a audiência da rede estaria baixa "porque estão gastando muito tempo cobrindo os democratas"

Por Agência Estado

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Atualizado às 23:13, 03/11/2026 | Publicado às 22:15, 03/11/2026

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante a campanha de meio de mandato em Salina, Kansas, em 1º de novembro
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante a campanha de meio de mandato em Salina, Kansas, em 1º de novembro Crédito: BRENDAN SMIALOWSKI/afp

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou as primeiras horas da noite de apuração da eleição criticando a Fox News. Em publicação na Truth Social, ele disse que assistia à emissora, mas decidiu desligar a transmissão, classificando como "injustas" as pesquisas exibidas pelo canal.

"A pesquisa da FoxNews, sempre a pior, é tão insultante com as perguntas que fazem", escreveu Trump. "Cada pergunta é um ataque (...) isso vem acontecendo há anos."

O presidente também afirmou que a audiência da rede estaria baixa "porque estão gastando muito tempo cobrindo os democratas".

Entenda as midterms

As eleições de meio de mandato, ou "midterms" como são chamadas nos Estados Unidos, são de extrema importância para a política do país. Em meio a dificuldade da população com a alta do custo de vida, efeitos da politica comercial e guerra do Irã, os eleitores vão às urnas para definir seus novos representantes para o Congresso, Senado e para o legislativo de cada estado.

Nesse pleito também serão definidos os governadores de pelo menos 36 dos 50 estados norte americanos. Estados importantes como Geórgia, Michigan e Alasca tem seus governadores definidos.

Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes estão em disputa, ou seja uma renovação completa da Casa deve acontecer.

Para eleger os deputados, são contabilizados os votos distritais simples, com cada estado sendo dividido por distritos. Cada distrito elege um deputado, sendo validado pela maioria na região, quem tem maioria recebe todos os votos.

No Senado, estão em jogo 35 das 100 cadeiras, um terço das cadeiras. Das vagas, 33 vem do calendário regular de eleição, e duas, dos senadores que deixaram o cargo antes do termino do mandato. Marco Rubio, que era senador pela Flórida, deixou o cargo para assumir o Departamento de Estado, e JD Vance, eleito senador por Ohio, deixou a cadeira para assumir a vice-presidência dos EUA.

Para o resultado, os votos do Senado são contabilizados separadamente por cada estado, semelhante as eleições brasileiras. Votos diretos nos candidatos. No Senado, em tese, a maioria é composta por quem tiver 51 senadores.

Os democratas, com 47 assentos na Câmara Alta, têm chances de chegar a 51, com pesquisas que lhes dão possibilidades de tomar cadeiras dos republicanos em estados tradicionalmente conservadores como Maine, Alasca, Texas, Ohio e Kansas.

Algumas pesquisas chegaram a apontar uma vantagem do Partido Democrata para o Congresso e Senado, o que se se concretizar pode trazer uma adversidade para o governo Trump. Donald Trump, que é Republicano, perderia o controle do Poder Legislativo e começaria a ter dificuldade em aprovar projetos no Congresso. Na Câmara dos Representantes, é preciso ter pelo menos 218 cadeiras para ter o controle.

Impacto para o Brasil

As midterms também podem alterar o enredo de embate entre Brasil e Estados Unidos. O fortalecimento da oposição pode diminuir a liberdade do Executivo americano em relação ao governo brasileiro, incluindo a decisão de impor ou negociar altas tarifas comerciais e adotar posturas de confronto.

As eleições ocorrem nesta terça-feira, 3, mas no país é possível votar de forma antecipada, via correios. Segundo informações oficiais, pelo menos 20 milhões de pessoas votaram antecipadamente para as midterms.

Para chegar ao resultado pode levar até uma semana depois do inicio da apuração, mas alguns resultados já tem sido anunciados ainda nesta terça-feira, 3.

A definição nas urnas deve influenciar diretamente, e de forma antecipada, as eleições de 2028, que é quando os norte americanos irão decidir um representante para o cargo de presidente.

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