Kassab cita Raquel Lyra como possível nome do PSD para disputar Presidencia
Presidente do PSD menciona possível candidatura presidencial da governadora, enquanto bastidores apontam Priscila Krause como peça na sucessão estadual
Por Pedro Lima
Notícia
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Atualizado às 18:30, 03/11/2026 | Publicado às 18:30, 03/11/2026
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Resumo
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Gilberto Kassab afirmou que Raquel Lyra poderá ganhar projeção nacional após concluir o segundo mandato, em 2030.
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Presidente do PSD citou a possibilidade de uma candidatura presidencial, mas disse que o tema não está em discussão agora.
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Interlocutores apontam que uma eventual saída de Raquel em 2030 dependerá da permanência de Priscila Krause na vice-governadoria.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), deverá ampliar a atuação para o cenário nacional após concluir o segundo mandato, em 2030. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida no domingo, 1º, o dirigente mencionou a possibilidade de a pernambucana se tornar um nome do partido para disputar a Presidência da República nos próximos anos.
PSD teve o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como candidato à Presidência em 2026, mas teve outros dois pré-candidatos na corrida eleitoral, como Ratinho Júnior, ex-governador do Paraná, e Eduardo Leite, ex-governador do Rio Grande do Sul. Estes nomes estão como prioridade na legenda para uma disputa no próximo pleito daqui a quatro anos.
Kassab classificou Raquel como a mulher de maior protagonismo na política brasileira e afirmou que ela deverá chegar ao cenário nacional ao fim do segundo mandato.
Minha impressão pessoal é de que ela, inquestionavelmente, ao final do segundo mandato, irá para o cenário nacional. É do Nordeste, mulher inteligente, fala muito bem, é boa gestora e transita muito bem no ambiente econômico, que é fundamental. Então, não tem por que achar que ela não vem para o cenário nacional
O cacique do PSD também citou a governadora como um possível nome da legenda para uma disputa presidencial futura. Fez, porém, uma ressalva: o desempenho à frente do Governo de Pernambuco será determinante para qualquer pretensão política posterior.
Se ela não for boa governadora, como acredito que será, acabou qualquer sonho de quem quer vê-la galgar outros postos, porque o importante é que as pessoas cumpram com seus compromissos e se saiam bem para ficar credenciadas para novos saltos
Ao completar a trajetória de Raquel, Kassab mencionou sua passagem pelo serviço público, como delegada da Polícia Federal e procuradora do Estado, além dos dois mandatos como prefeita de Caruaru.
Kassab trouxe a ideia que havia dúvidas sobre a possibilidade de ela vencer tanto a primeira eleição para o governo quanto a disputa pela reeleição. “Poucos acreditavam que ela se elegeria para o primeiro mandato, depois acharam que não venceria a reeleição e ela venceu bem todas as disputas das quais participou”, afirmou.
Prioridade é sucessão estadual
A projeção, no entanto, esbarra na sucessão ao governo estadual. Segundo informações de bastidores obtidas pelo O POVO, uma eventual candidatura de Raquel ao Senado ou à Presidência em 2030 dependerá também do futuro da vice-governadora Priscila Krause (PSD). A governadora só deixaria o cargo para disputar outra eleição se Priscila estivesse em condições de assumir o Executivo estadual.
Nesse cenário, a possível candidatura de Priscila à Prefeitura do Recife, em 2028, como se comenta nos bastidores, poderá interferir nos planos. Caso dispute a eleição municipal e seja eleita, a vice-governadora terá de deixar o cargo para assumir a prefeitura. De acordo com interlocutores, se isso ocorrer, Raquel deverá permanecer no governo até o fim do mandato, sem concorrer a outro cargo em 2030.
A eventual saída da governadora exigiria renúncia até abril de 2030, seis meses antes da eleição, para cumprir o prazo de desincompatibilização previsto na legislação. Deixando o cargo para o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Raquel prepara mudanças no secretariado
Enquanto as discussões sobre o futuro político da governadora avançam nos bastidores, Raquel Lyra prepara o segundo governo. De acordo com um aliado, ela deverá iniciar a reorganização da equipe para o próximo mandato este mês, para que, em dezembro, anuncie o secretariado, depois de dez dias de compromissos na Europa.
A governadora ainda não teria iniciado os convites formais a possíveis novos secretários e dirigentes de empresas estatais, mas já trabalha com mudanças na composição da equipe. Segundo um interlocutor, Raquel pretende anunciar os auxiliares antes da posse, diferentemente do primeiro mandato, quando os nomes foram divulgados na véspera da cerimônia.
A composição do secretariado também deverá considerar as articulações na Alepe, tendo como possibilidades a convocação de deputados estaduais para ocupar cargos no Executivo, o que abriria vagas para os respectivos suplentes.
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