ATRAÇÃO Parque Guanabara adquire terreno de 4 mil m² na Pampulha e prepara expansão com novo brinquedo
O Parque Guanabara, tradicional espaço de diversão localizado na região da Pampulha, em Belo Horizonte, adquiriu um terreno de 4 mil m² para ampliar sua estrutura. O investimento de R$ 9 milhões aglutinou uma casa de alto padrão que fica entre o parque e outro lote já pertencente ao empreendimento. Com a expansão, a área total disponível terá aumento de mais de 35%, passando de 11 mil m² para 15 mil m².
Segundo Reynaldo Pereira Dias, sócio-diretor do Parque Guanabara, a ampliação atende a uma demanda antiga do empreendimento, que enfrenta limitações de espaço. “Nós sempre sofremos muito com o espaço reduzido. Sempre tivemos a intenção de, de alguma forma, ampliar para ter mais espaço”, revela. Agora, a "dor de cabeça" deve durar pouco. A expectativa da direção é começar a utilizar o novo terreno a partir de 2027.
O espaço adquirido abriga uma casa de grandes dimensões, descrita pelo empresário como uma "verdadeira mansão". Conforme Reynaldo, as negociações com o proprietário do imóvel levaram mais de dois anos para serem concluídas. A área é considerada estratégica por estar localizada entre o parque e um lote de 2 mil m² já utilizado pelo empreendimento, onde funcionam instalações como refeitório e vestiário.
Terreno adquirido pelo Guanabara recentemente (Reprodução/Google Earth)
Nova atração
Além de ampliar a área disponível, o Parque Guanabara negocia a instalação de uma nova atração: o Star Flyer. O equipamento tem características semelhantes às do brinquedo conhecido como "chapéu mexicano" — que gira os passageiros em cadeiras suspensas ao redor de uma torre central. A versão belo-horizontina, porém, será mais moderna e terá dimensões maiores, promete Reynaldo.
A estreia, no entanto, não tem data certa para a inauguração. “Agora, sim, a gente vai poder colocar. Antes não podia porque faltava espaço. Mas ainda não temos certeza de quando ele poderá inaugurar. Estamos negociando. Isso depende do construtor”, aponta o gestor.
A aquisição do terreno e o anúncio da nova atração integram os investimentos contínuos do Guanabara em expansão e modernização. Nos últimos anos, o empreendimento reformou banheiros e inaugurou um fraldário, um espaço família, uma sala de autorregulação voltada a pessoas com transtorno do espectro autista e instalações para pessoas com deficiência (PCD).
De acordo com Reynaldo, a manutenção do parque de diversões envolve custos elevados. Segundo ele, as despesas fixas mensais do Guanabara giram em torno dos R$ 2 milhões. Já a instalação de uma atração de grande porte, como a montanha-russa inaugurada em janeiro deste ano, pode demandar entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões.
“O parque está sempre investindo em novas instalações, em melhorias de instalações antigas. A gente está sempre precisando melhorar, expandir e resolver problemas antigos que antes não era possível resolver por falta de condições financeiras”, reforça o sócio-diretor.
Três quartos de século
Fundado em 1951 por Paulo Pereira Dias, pai de Reynaldo, o Parque Guanabara completou, em 2026, 75 anos de história. Antes de se estabelecer em Belo Horizonte, em 1964, o empreendimento funcionou de forma itinerante por diferentes cidades. Na capital mineira, também passou por três bairros antes de se fixar na região da Pampulha.
Reinaldo afirma que o foco do empreendimento permanece o mesmo desde a fundação: oferecer diversão às famílias. O empresário assumiu a continuidade do trabalho do pai, que morreu em 1995.
"O Guanabara sempre teve como objetivo levar diversão para a comunidade, com segurança. É essa a vida do Guanabara até hoje", conclui.
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