AUTOMOTIVONovo Pagani Huayra Anima é um hipercarro de tração traseira à moda antiga, com com estrutura de carbono e titânio, V12 biturbo Mercedes-AMG, cerca de 864 cv, câmbio manual e máxima de 350 km/h O nivíssimo Pagani Huayra Anima tem V12 biturbo, câmbio manual de sete marchas e estrutura de carbono e titânio; máxima limitada a 350 km/h.
O Pagani Huayra Anima combina um V12 biturbo de cerca de 864 cv com câmbio manual de sete marchas e tração traseira, mantendo a participação do motorista como parte central do projeto. A ficha técnica da fabricante declara máxima de 350 km/h, limitada eletronicamente. Esse número é uma especificação oficial, não o resultado de um teste independente apresentado nesta matéria.
Terceiro e último exemplar da série Huayra 70, o Pagani Huayra Anima integra o programa Grandi Complicazioni, voltado a projetos especiais desenvolvidos com os clientes. No comunicado de 2 de novembro de 2026, a marca anunciou sua apresentação no Concours at Wynn Las Vegas, junto dos outros dois integrantes da série.
O V12 do Pagani Huayra Anima entrega força em uma faixa ampla
Desenvolvido pela Mercedes-AMG para a Pagani, o motor tem 5.980 cm³ e dois turbocompressores. A potência máxima aparece a 6.000 rpm. O torque declarado equivale a aproximadamente 112,2 kgfm, disponível entre 2.800 e 5.900 rpm.
Essa faixa ajuda a interpretar o Pagani Huayra Anima além da potência isolada: o motor oferece seu torque máximo por um intervalo amplo de rotações, permitindo explorar diferentes marchas sem depender de um único ponto do conta-giros. Isso não elimina a necessidade de dosar o acelerador conforme a aderência disponível.
O Pagani Huayra Anima usa uma transmissão manual transversal fornecida pela Xtrac. A escolha significa que selecionar as relações continua sendo uma tarefa do condutor, em vez de ficar entregue às mudanças automáticas de uma caixa de dupla embreagem.
Câmbio manual não significa ausência de eletrônica
A força do Pagani Huayra Anima chega apenas às rodas traseiras, acompanhada por um diferencial autoblocante eletromecânico. Esse componente administra a diferença de rotação e a transferência de torque entre as rodas do eixo motriz, ajudando a aproveitar a aderência existente.
Há um precedente importante: em julho de 2024, a Pagani apresentou o Huayra Epitome como o primeiro Huayra com transmissão manual. Naquele projeto, a fabricante destacou a caixa transversal de sete marchas e uma embreagem de três discos, associadas à busca por uma experiência mecânica mais participativa.
A ficha do Epitome também traz os mesmos valores nominais de potência e velocidade máxima. Portanto, o Pagani Huayra Anima não precisa estabelecer um novo recorde numérico para ter identidade própria. Sua diferenciação passa pela combinação de mecânica, configuração visual e personalização.
A comparação com o Pagani Huayra Anima não autoriza transferir automaticamente todos os componentes de um carro para o outro. A embreagem de três discos e o modo de suspensão “supermacio”, por exemplo, aparecem no material do Epitome; não devem ser atribuídos ao Anima sem confirmação específica.
Carbono e titânio formam o núcleo, mas não o chassi inteiro
No Pagani Huayra Anima, a estrutura central emprega os materiais denominados Carbon-Titanium HP62 G2 e Carbo-Triax HP62. Os painéis externos são de fibra de carbono, enquanto os subchassis dianteiro e traseiro utilizam aço cromo-molibdênio.
Essa distinção evita interpretar a construção como uma carroceria inteiramente feita de titânio. O monocoque é o núcleo estrutural; os subchassis complementam o conjunto. A seleção de materiais responde às funções de cada região, e a ficha consultada não informa o peso final do veículo.
O Pagani Huayra Anima ainda tem suspensão independente de duplos braços sobrepostos, com amortecedores ajustáveis eletronicamente e interligados. Assim, a proposta “à moda antiga” descreve principalmente a interação ao volante, convivendo com soluções modernas no controle dos movimentos da carroceria.
Personalização aparece até no escape e na pintura
O acabamento do Pagani Huayra Anima combina fibra aparente com dois tons de azul enriquecidos com pó de diamante. A faixa principal utiliza folha de platina aplicada à mão. O escape tem seis saídas com revestimento cerâmico branco, outro elemento descrito no comunicado oficial.
Na cabine do Pagani Huayra Anima, couro bege e em tom de leite divide espaço com tecido Loro Piana e componentes de alumínio usinado. O designer Lorenzo Kerkoc relata que a equipe acompanhou o cliente por mais de um ano, traduzindo suas referências pessoais na configuração do automóvel.
Esse trabalho ajuda a entender o papel dos carros exclusivos: detalhes de execução e escolhas do proprietário têm relevância própria, sem depender de ganhos anunciados de aceleração ou velocidade.
Para avaliar o Pagani Huayra Anima, convém separar desempenho declarado de experiência comprovada. A máxima limitada é um dado da fabricante; o interesse do câmbio manual está no controle direto das marchas, cuja qualidade de uso só pode ser julgada ao dirigir.
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