Em derrota para Trump, republicanos perdem controle da Câmara e do Senado dos EUA

O Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington (Foto: WILL OLIVER/EFE/EPA)
O Partido Republicano, legenda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofreu uma dura derrota nas eleições de meio de mandato presidencial, as chamadas midterms, realizadas nesta terça-feira (3).
O partido perdeu para a oposição democrata as pequenas maiorias que ostentava nas duas casas do Congresso americano.
Estavam em disputa as 435 cadeiras da Câmara federal e 35 dos cem assentos no Senado. Também houve eleições para cargos nos estados, condados e municípios americanos.
Segundo dados da agência Associated Press, a apuração indica que os democratas já conquistaram 228 dos assentos na Câmara, sendo que 218 eram necessários para a maioria na casa. Os republicanos somam por ora 139 cadeiras.
No Senado, a oposição “virou” cadeiras em Iowa, Ohio, Maine, Kansas, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Texas e, contando os assentos que não estavam em disputa nesta terça-feira, já soma 54 cadeiras – eram necessárias 51 para a maioria. O partido de Trump está com 44 assentos no momento.
O presidente republicano acompanhava a disputa com atenção porque na política americana, quando o morador do momento da Casa Branca é derrotado nas midterms, tem suas propostas travadas no Legislativo e se transforma no que é chamado de “pato manco” – ou seja, com poderes limitados, ainda que siga exercendo mandato.
Projeta-se que, nos dois anos de mandato restantes de Trump, os democratas usarão sua maioria no Congresso americano para bloquear propostas orçamentárias e indicações para cargos que exigem aprovação do Senado, além de realizar investigações nas comissões das duas casas sobre temas como a guerra no Irã e a atuação do Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) na divulgação dos arquivos do caso Epstein, entre outros.
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