Saúde da mulherGinecologista alerta que dor menstrual intensa não deve ser normalizada Especialista explica quando a colica menstrual precisa de investigação e destaca sinais que podem indicar condições como endometriose e miomas
A cólica menstrual é normal entre as mulheres, mas quando a dor compromete a rotina, impede atividades diárias ou se torna cada vez mais intensa, é necessário buscar avaliação médica. A ginecologista Dra. Chayanne Alves, da equipe Cuida e Acolher, alerta que a normalização dos sintomas pode atrasar o diagnóstico de doenças como a endometriose.
Segundo a especialista, o desconforto menstrual esperado costuma ocorrer nos primeiros dias do ciclo não impede a realização de atividades cotidianas. Já dores intensas ou persistente precisam ser investigadas.
Entre os sinais de alerta estão cólicas que começam antes da menstruação, dores que irradiam para as pernas ou lombar, desconforto durante ou após a relação sexual e sintomas que não melhoram com medicamentos.
“Quando a dor responde ao uso de antiespasmódico, aparece apenas nos primeiros dias do ciclo e não compromete a rotina da mulher, ela ainda está dentro do que é esperado para a menstruação”, diz.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dismenorreia, nome técnico para a cólica menstrual, afeta entre 50% e 90% das mulheres em idade reprodutiva. No Brasil, a endometriose atinge cerca de sete milhões de mulheres, segundo o Ministério da Saúde.
A médica estaca que idade que a dor é parte natural da experiência feminina pode dificultar ao diagnostico precoce. Por isso, mudanças no padrão da cólica e dores que prejudicam a qualidade de vida devem ser avaliadas por um ginecologista.
Você não precisa esperar estar incapacitada. Não precisa esperar desmaiar de dor. Se a cólica te preocupa, se ela mudou, se ela piorou, isso já é razão para buscar uma resposta. A consulta existe para isso”, finaliza
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