MITO OU VERDADE?Tirar o miolo do pão emagrece? Nutricionista desmonta o mito de uma vez Massa do miolo é idêntica à da casca, só com mais ar; para cortar calorias, o caminho é ajustar a quantidade de pão
Mais Diário do Pará no seu Google!
Um clique para dar preferência às notícias do Pará
Mais Diário do Pará no seu Google!
Um clique para dar preferência às notícias do Pará
Resumo
- Miolo e casca do pão têm exatamente a mesma massa, muda só o ar
- Arrancar o miolo não reduz calorias de forma relevante, diz nutricionista
- Isoladamente, nenhum item alimentar provoca aumento de peso, segundo Marina Tavares
- No miolo há minerais, carboidratos e também vitaminas do complexo B
- Versão integral acrescenta fibras que ajudam intestino e saciedade
- Quem quer controlar calorias deve dosar o quanto consome durante o dia

Quem arranca o miolo do pão francês achando que corta calorias pode estar desperdiçando esforço. Segundo a nutricionista Marina Tavares (CRN 78211), graduada pela Universidade São Judas Tadeu e com pós-graduação em Nutrição Estética pelo Centro Universitário São Camilo, a casca e o miolo nascem da mesma massa, pois a diferença está apenas no volume de ar que a fermentação incorpora a cada parte.
Para quem quer reduzir calorias, a saída é ajustar a quantidade de pão, não retirar o recheio macio.
Chamado de pão d’água, pão de trigo ou pão de sal conforme a região do país, o pão francês marca presença em quase toda refeição: no café acompanha o queijo, no almoço vai com ovo e, no jantar, recebe folhas. Como concentra carboidratos, virou costume de muita gente tirar o miolo para tentar diminuir as calorias do prato.
A técnica de arrancar o miolo funciona?
Marina responde que não. ‘Não há razão para descartar a parte macia do pãozinho se o objetivo for economizar calorias de modo significativo. O miolo é feito exatamente da mesma massa que a casca, apenas com mais ar incorporado durante o processo de fermentação. Se a ideia for controlar calorias, a melhor estratégia é ajustar a quantidade total de pão consumido ou preferir versões integrais’, afirma a nutricionista.
Na prática, isso significa que quem gosta do pãozinho inteiro pode continuar comendo. Dá para dividir e consumir metade, ou combinar o pão com ingredientes mais nutritivos.
A recomendação central é olhar menos para o miolo e mais para o acompanhamento: trocar a margarina por ovo mexido, queijo ou uma pastinha saudável transforma o lanche numa refeição mais equilibrada.
O miolo do pão engorda?
Novamente, a resposta é não. A nutricionista afirma: ‘Nenhum alimento isolado causa ganho de peso. O que leva ao aumento de peso é o excesso de calorias nas refeições. O miolo tem a mesma composição do restante da massa, portanto, não é mais calórico que o pão em si’.
Ou seja, culpar a parte macia pelos quilos extras não se sustenta.
O que o miolo tem de bom
Diferentemente do que a fama sugere, o miolo é benéfico. Vitaminas do complexo B, carboidratos e minerais estão entre o que ele fornece.
Já as versões integrais acrescentam fibras, que contribuem para o intestino funcionar bem, auxiliam no controle do colesterol e fazem a saciedade durar mais tempo.
Para extrair o máximo do alimento, a sugestão é escolher as versões integrais e combiná-las com recheios ricos em proteína, entre eles ovo, queijo branco, legumes ou pastinhas saudáveis. Convém deixar de lado os acompanhamentos muito calóricos ou ultraprocessados, como embutidos e cremes açucarados.
Já quem pretende reduzir calorias não deveria descartar o miolo, segundo Marina: mais vale espalhar a porção de pão ao longo do dia.
Repórter
Jornalista profissional e repórter do Diário do Pará desde 2011, com 15 anos de experiência em jornalismo impresso. Atua principalmente na cobertura de meio ambiente, divulgação científica, história e patrimônio. Possui MBA em Jornalismo Digital e pós-graduação em Sustentabilidade e Responsabilidade Social. Atuou na cobertura internacional das conferências do clima da ONU: COP28 (Dubai, 2023), COP29 (Baku, 2024) e COP30 (Belém, 2025).
Jornalista profissional e repórter do Diário do Pará desde 2011, com 15 anos de experiência em jornalismo impresso. Atua principalmente na cobertura de meio ambiente, divulgação científica, história e patrimônio. Possui MBA em Jornalismo Digital e pós-graduação em Sustentabilidade e Responsabilidade Social. Atuou na cobertura internacional das conferências do clima da ONU: COP28 (Dubai, 2023), COP29 (Baku, 2024) e COP30 (Belém, 2025).
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
