Suspensão do passe livre estudantil gera críticas na CMM e na Aleam
Parlamentares cobram repasses do governo estadual após estudantes de Manaus serem pegos de surpresa nos ônibus.
Publicado em 04/11/2026 às 08h10
A suspensão do passe livre estudantil para alunos da rede pública estadual pegou estudantes de surpresa em Manaus e provocou cobranças na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).
Estudantes relataram que descobriram o bloqueio diretamente nas catracas dos ônibus, sem aviso prévio. Para conseguir chegar às escolas, muitos precisaram recorrer a familiares para pagar a passagem com dinheiro em espécie ou transferência via Pix. Usuários também relataram dificuldades para se deslocar até terminais de integração, como o Terminal 1 (T1), além do receio em relação à segurança pública ao manusear celulares e dinheiro em paradas de ônibus.
Na CMM, vereadores cobraram a apresentação de documentos que comprovem os repasses financeiros de responsabilidade do Governo do Amazonas para o custeio do transporte estudantil. Os parlamentares criticaram o impasse entre Estado e Município e alertaram que a ausência de repasses afeta as empresas de transporte e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), gerando risco de paralisações.
Na Assembleia Legislativa, o tema também foi levado ao plenário. Entre as manifestações, parlamentares defenderam que o transporte e outros benefícios da classe estudantil não sejam prejudicados. Como encaminhamento prático, foi proposta a realização de uma reunião entre os envolvidos na gestão e no custeio do passe livre para analisar as responsabilidades e restabelecer o serviço.
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